Inflação do Chile em 2021 é a maior em 14 anos


A inflação no Chile no ano passado atingiu o índice mais alto em 14 anos, desde 2007. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 7, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em 2021, a inflação chilena ficou em 7,2%, cerca de 1 ponto porcentual acima do esperado pelo mercado.

A alta, especialmente em dezembro (0,8%), é atribuída à elevação dos preços de itens como alimentação, bebidas não alcoólicas e transportes. Os analistas previam um aumento menor, próximo a 0,5%.

A inflação anual, por sua vez, terminou o ano bem acima da meta estabelecida pelo Banco Central do Chile, de 3%, patamar atingido em 2020.

No ano passado, os preços subiram em vários setores da economia, acompanhando o aumento do valor dos insumos em todo o mundo. Também houve maior liquidez em nível local, com o pagamento de benefícios sociais pelo governo e três retiradas antecipadas de fundos de aposentadoria aprovadas pelo Congresso para minimizar os efeitos da pandemia de covid-19.

O saque dos fundos privados de pensão, por exemplo, representou uma injeção de US$ 50 bilhões na economia do país.

No Brasil, o índice oficial de inflação de 2021 ainda não foi divulgado. A prévia da inflação — o IPCA-15 — fechou o ano em 10,4%, o maior valor desde 2015.

Turbulência política

No fim do ano, a eleição do esquerdista Gabriel Boric para a Presidência do Chile causou forte impacto negativo na Bolsa de Valores do país. O peso chegou a sofrer um tombo de mais de 3%, ampliando as perdas da moeda local para mais de 18% em 2021, um dos piores desempenhos do mundo perante o dólar.

Longe de ser moderado, o partido de Boric, o Convergência Social, anuncia em sua plataforma a busca por “uma sociedade socialista, libertária e feminista”. O documento assusta ao falar em “socialização da produção”. O texto ainda critica a “aliança entre o patriarcado e o capital” e defende um projeto “continentalmente integrado”.

Com informações da Agência France-Presse





Fonte: R7