Inflação acelera em setembro; veja os preços que mais caíram e os que mais subiram no acumulado no ano | Economia

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Alimentos como arroz, feijão, óleo de soja e leite estão entre os itens que mais subiram em 2020, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já os preços da passagem aérea, do transporte por aplicativo e do abacate foram os que tiveram a maior queda no acumulado em 9 meses dentre os mais de 400 produtos e serviços pesquisados pelo IBGE.

Veja abaixo as 20 maiores altas e as 20 quedas no acumulado no ano:

  • feijão fradinho: 57,29%
  • limão: 51,75%
  • óleo de soja: 51,30%
  • manga: 43,70%
  • morango: 40,94%
  • arroz: 40,69%
  • peixe-tainha: 39,43%
  • abobrinha: 38,85%
  • feijão-preto: 34,47%
  • cenoura: 33,50%
  • cebola: 32,66%
  • leite longa vida: 30,38%
  • feijão mulatinho: 28,30%
  • tomate: 25,55%
  • fígado: 25,25%
  • tijolo: 22,32%
  • pera 21,82
  • computador pessoal: 20,58%
  • peixe-filhote: 18,35%
  • correio: 18,31%
  • passagem aérea: -55,17%
  • transporte por aplicativo: -22,74%
  • abacate: -22,35%
  • filé-mignon: -20,08%
  • seguro voluntário de veículo: -11,86%
  • mochila: -11,76%
  • móvel para copa e cozinha: -11,46%
  • couve-flor: -10,48%
  • agasalho feminino: -10,04%
  • etanol:-9,74%
  • agasalho infantil: -9,43%
  • mudança: -9,16%
  • alcatra: -9,07%
  • ônibus interestadual: -9,02%
  • móvel para sala: -8,93%
  • hospedagem-8,87
  • móvel para quarto: -8,01%
  • agasalho masculino: -8,01%
  • caderno: -7,54%
  • brinquedo: -7,50%

O que mais pesou em setembro

Dos cinco principais impactos individuais no IPCA de setembro, 4 foram do grupo de alimentação e bebidas (carnes, arroz, óleo de soja e leite longa vida) e um de transportes (gasolina).

Segundo o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, a alta nos preços de alimentos como arroz e óleo está relacionada ao dólar alto e à maior demanda interna.

“Pelo lado da demanda, tem um impacto do auxílio emergencial, que tem garantido a manutenção do consumo, sobretudo das famílias mais pobres. Pelo lado da oferta, tem também o impacto do câmbio, com aumento significativo das exportações de produtos como o arroz e a soja”, destacou.

Alimentos e transportes foram os grupos que mais pesaram na inflação de setembro, segundo o IBGE — Foto: Divulgação

Serviços ainda acumulam deflação no ano

Os custos de serviços avançaram 0,17% em setembro, após deflação de 0,47% em agosto, confirmando a recuperação mais lenta do setor, que tem se mostrado o mais impactado pela pandemia de coronavírus. No acumulado no ano, os preços de serviços ainda registram deflação de 0,05%.

Entre as quedas no mês, destaque para os custos com costureira (-0,59%), cabeleireiro (-0,37), cursos diversos (-0,77%) e hospedagem (-0,47%).

Em meio à flexibilização das medidas de restrição e do isolamento social, alguns serviços já começam a registrar aumento nos preços. A alimentação fora, por exemplo, teve alta de 0,82% em setembro, após deflação de 0,11% no mês anterior. As passagens aéreas tiveram a maior variação, de 6,39%, ante recuo de 1,97% em agosto. Já o aluguel de veículos teve aumento de 5,14%.

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Fonte: G1

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