Idosos que trabalham na zona rural recebem primeira dose da vacina contra a Covid-19 em Piedade | Nosso Campo

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Logo cedo, Fumiko Nishio tem um ritual diário: vai para a frente de casa, coloca as botas, o lenço na cabeça e boné para se proteger do sol. De uns tempos para cá, por conta da pandemia, acrescentou a higienização das mãos com álcool em gel. Só depois de tudo isso é que ela vai para a roça trabalhar, dando continuidade a uma rotina de quase 60 anos.

Desde 1962, quando chegou ao Brasil, Fumiko mora em Piedade (SP), município com tradição na agricultura e que tem mais de 10% da população composta por idosos.

São 6.618 e parte deles já recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Fumiko, de 87 anos, faz parte deste grupo, e mostra com alegria o cartão de vacinação.

Ela não é um caso isolado, pois Piedade é um município com vocação rural e muitos idosos, mesmo depois de aposentados, continuam trabalhando na roça.

Na propriedade dos agricultores Rosa e Bruno Kamauer, a dedicação à lavoura vem de uma vida inteira.

(Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 28/02/2021)

Idosos que trabalham na zona rural recebem primeira dose da vacina em Piedade
Idosos que trabalham na zona rural recebem primeira dose da vacina em Piedade

Idosos que trabalham na zona rural recebem primeira dose da vacina em Piedade

Ele está com 85 anos de idade. Na roça, cultiva couve, pepino, vagem. Todo dia vai até as plantações ver como estão. O que está bom ele colhe, parte das hortaliças é vendida, mas a maioria o agricultor acaba doando para conhecidos, vizinhos, algo que ele se alegra em fazer.

Rosa acompanha de longe o marido trabalhando. É que há cinco anos ela sofreu um acidente e não pode ir mais para a lavoura.

A preocupação com a saúde da esposa não termina por aí. É que ele, por ter 85 anos, já tomou a primeira dose da vacina contra a Covid-19, mas ela, com 84, ainda não.

O casal não vê a hora que esse dia chegue e eles possam ficar menos preocupados. Mas uma coisa eles sabem: mesmo após a vacina é preciso manter os cuidados com a saúde.

É o que reforça a médica infectologista Naihma Salum Fontana. O recado é diretamente para os idosos que trabalham na zona rural. Ela orienta que eles continuem mantendo o isolamento social até receberem a segunda dose da vacina. Ela explica que somente 30 dias após receber a segunda dose é que é possível afirmar a eficácia completa da vacinação.



Fonte: G1

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