Ibovespa opera em queda em dia de decisões sobre juros | Economia

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Às 10h38, o Ibovespa recuava 0,89%, a 105.576 pontos. Veja mais cotações.

Na terça-feira, a Bolsa fechou em queda de 0,10%, a 106.528 pontos – menor patamar de fechamento desde 17 de janeiro (106.373 pontos). Com o resultado, passou a acumular queda de 1,25% no mês e alta de 1,63% no ano.

Economista fala sobre expectativa para a Selic nesta quarta (16)

O que está mexendo com os mercados?

Na cena externa, os preços do petróleo subiam mais de 3% nesta quarta após a presidente da Comisão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que os países europeus planejam deixar de comprar petróleo da Rússia em até seis meses.

Os mercados globais seguem guiados pelas apostas de uma alta mais agressiva dos juros nos EUA e por preocupações com a escalada da inflação global e desaceleração da economia mundial.

O Federal Reserve (Fed, o banco central do EUA) anuncia nesta quarta-feira, às 15h, a sua decisão de política monetária e a expectativa é de aumento de 0,5 ponto percentual na taxa de juros, para o intervalo de 0,75% a 1%, a primeira desta magnitude desde maio de 2000.

À noite, após às 18h30, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciará a a nova taxa básica de juros da economia brasileira, que deverá ser elevada em 1 ponto percentual, para 12,75%.

Se confirmado, este será o décimo aumento seguido da Selic, o que levará a taxa ao maior patamar desde janeiro de 2017, quando estava em 13% ao ano. O mercado financeiro vê o ciclo de altas próximo do fim e projeta uma Selic em 13,25% ao ano no final de 2022.

Juros mais altos nos EUA elevam a atratividade de se investir na segura renda fixa norte-americana, o que tende a aumentar o ingresso de recursos na maior economia do mundo e, consequentemente, valorizar o dólar frente a outras moedas.

Segundo dados da B3, investidores estrangeiros tiraram R$ 7,67 bilhões da bolsa brasileira somente em abril.

Um aumento dos juros tem vários reflexos na economia como encarecimento do crédito e do custo da dívida pública. Com um financiamento mais caro, empresas podem também passar a investir menos, impactando negativamente o Produto Interno Bruto (PIB), o emprego e a renda.



Fonte: G1