Guilherme Boulos diz que seus dados cadastrais do SUS foram alterados ilegalmente com xingamentos | São Paulo

0
12


O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, afirma que sofreu uma alteração ilegal em dados do seu cadastro no Sistema Único de Saúde (SUS).

Em nota enviada ao G1, o ex-candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo e à Presidência da República afirmou que os nomes dos seus pais foram alterados no sistema por “ofensas e xingamentos grosseiros”.

Além disso, Boulos diz que não consta a informação da aplicação da primeira dose da vacina contra a Covid-19, segundo ele recebida há uma semana.

“Estamos diante de um ataque que é a cara do bolsonarismo e que mostra até que ponto as garras bolsonaristas estão estendidas sobre a máquina pública. É lamentável que nem mesmo o SUS esteja a salvo do Gabinete do Ódio!”, disse Boulos.

Procurado pelo G1, o Ministério da Saúde admitiu que houve alteração indevida na base de dados do Cartão Nacional de Saúde (CNS).

“O Ministério da Saúde informa que verificou uma alteração na base do CNS realizada por uma pessoa credenciada para utilizar o sistema de cadastro de dados. Cabe esclarecer que já foi solicitado o bloqueio da credencial usada nestas ações”, disse a pasta em nota.

Sobre a informação da vacinação, o ministério afirmou que registro de dados é realizado por estados e municípios.

“As informações de vacinação disponibilizadas por meio do Conecte SUS Cidadão dependem dos registros enviados por estados e municípios. Caso não esteja disponível após 10 dias da imunização, o Ministério orienta que o cidadão procure a unidade de saúde.”

A deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), também afirmou na semana passada que teve o cadastro no Sistema Único de Saúde (SUS) suspenso após ser classificada como morta, em uma alteração nos dados, em março de 2019.

Segundo a assessoria de imprensa da parlamentar, ela só foi alertada sobre o caso após ter suas informações checadas para a vacinação contra a Covid-19.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) — Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Imagens do cadastro mostram a informação de suspensão “por motivo de óbito”, em 30 de março. Além da falsa morte, o nome “Bolsonaro” aparece preenchido no campo de apelido (veja abaixo).

Cadastro da deputada Gleisi Hoffmann no SUS é alterado — Foto: rEPRODUÇÃO

Gleisi tomou a primeira dose da vacina contra a Covid-19 em 25 de junho, em um posto no Lago Sul. Segundo a assessoria da parlamentar, na segunda-feira (12), ela foi informada por um servidor que deveria corrigir a informação no cadastro antes de tomar a segunda dose, prevista, a princípio, para setembro.

Nas redes sociais, a deputada cobrou providências do governo federal e destacou que já se passaram dois anos desde que seu cadastro foi alterado.

A parlamentar ainda se referiu a um “ataque em massa” que teria ocorrido na época. O G1 questionou o Ministério da Saúde sobre o episódio na ocasião, mas não obteve resposta.

Deputada Gleisi Hoffmann comenta suspensão de cadastro no SUS. — Foto: Twitter/Reprodução

Em outro caso, em novembro de 2020, a pasta disse que identificou a presença de vírus no sistema interno. O ministério alegou, à época, que o problema afetou a divulgação do balanço de casos e mortes por Covid-19. O MS também disse que havia suspeita de ataque hacker.

VÍDEOS: Veja mais sobre SP e Região Metropolitana



Fonte: G1