Governo britânico pede que empresas se preparem para o Brexit | Economia

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O governo britânico, ainda imerso em negociações incertas com a União Europeia em busca de um acordo comercial que regerá suas futuras relações, pediu na terça-feira (1º) – noite de segunda no Brasil – que às empresas se preparem para as mudanças que virão no fim do ano.

“Seja qual for o resultado das nossas negociações com a UE, há mudanças definitivas para os quais as empresas devem se preparar”, afirmou Michael Gove, ministro responsável por coordenar a ação do governo.

Apoiador do Brexit levanta bandeira durante manifestação em Londres na quarta-feira (9) — Foto: Henry Nicholls/Reuters

O Reino Unido abandonou oficialmente o bloco comunitário em 31 de janeiro, mas desde então, está em uma fase de transição pós-Brexit, durante a qual continuou aplicando as regulações europeias, negociada com Bruxelas.

Esta fase termina em 31 de dezembro e se até então não houver um acordo, ocorrerá uma ruptura brutal, que implicaria em cotas e tarifas alfandegárias, bem como em uma montanha de trâmites administrativos que ameaçam bloquear os portos britânicos.

Faltando menos de cinco semanas para a data limite, “não há tempo a perder”, destacou Gove.

O ministro da Empresa, Alok Sharma, anunciou ter escrito a quase 5 milhões de empresas para pontuar sobre os desafios que devem surgir com o Brexit.

“Nosso novo começo fora do mercado único e da união alfandegária da UE está para chegar”, afirmou.

“Ao entrar na reta final, as empresas devem se assegurar de que estão totalmente preparadas para as novas normas e oportunidades que trará consigo ser uma nação comercial independente”, acrescentou, citado em um comunicado.

O governo também implantou um centro de operações para controlar o movimento nas fronteiras.

Este centro, que funcionará 24 horas por dia, sete dias por semana, tem como objetivo fornecer informação em tempo real que permita às autoridades reagir rapidamente para limitar perturbações, como longas filas de caminhões para embarcar nos ferries que cruzam o Canal da Mancha.

“É provável que os caminhos na forma de comercializar com a Europa causem transtornos a curto prazo na fronteira. No entanto, com o acesso a uma informação melhor do que antes, o governo poderá assegurar uma circulação fluida de bens e pessoas e deixar nosso país mais seguro”, destacou o comunicado.

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Fonte: G1

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