Golpistas se passando por Elon Musk roubaram US$ 2 milhões em criptomoedas desde outubro, diz órgão dos EUA | Blog do Altieres Rohr

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A Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês), que fiscaliza práticas comerciais abusivas nos Estados Unidos, publicou um alerta para consumidores informando que o número de fraudes envolvendo criptomoedas aumentou de forma significativa desde outubro de 2020.

No período entre outubro e março, a FTC recebeu quase 7 mil denúncias de fraude, acumulando prejuízos de mais de US$ 80 milhões (cerca de R$ 430 milhões, na cotação atual).

De acordo com os dados do órgão, os prejuízos relatados nos últimos 12 meses foram dez vezes maiores que no mesmo período anterior. O número de denúncias, por sua vez, está 12 vezes maior.

A FTC citou alguns truques usados pelos criminosos para fraudar as vítimas:

Falso investimento: o criminoso cria ou clona uma página que oferece propostas de investimento, normalmente com retorno elevado. A vítima deposita o dinheiro esperando o retorno, mas os golpistas simplesmente embolsam os valores.

Retorno de doação: também chamado de “giveaway scam”, em inglês, essa fraude convida a vítima a “doar” um valor para receber de volta um valor ainda maior, normalmente o dobro do que foi enviado. Essa fraude ganhou popularidade com o ataque ao Twitter em 2020, mas hoje é realizada com conteúdo falso usando personalidades como Elon Musk e Steve Wozniak.

Nos últimos seis meses, a FTC recebeu denúncias de vítimas que enviaram mais de US$ 2 milhões em criptomoedas para algum “Elon Musk” falso.

Falso romance: na versão clássica dessa fraude, o golpista finge um interesse romântico pela vítima e, em dado momento, pede o envio de dinheiro para sanar alguma emergência.

Hoje, há uma versão repaginada da fraude em que o golpista se apresenta para dar conselhos de investimento. De acordo com a FTC, 20% de todo o dinheiro roubado por romances falsos foi enviado por criptomoedas.

Impostores: criminosos também podem se passar por representantes de empresas ou até do governo para convencer a vítima a realizar pagamentos ou depósitos.

A FTC não forneceu nenhuma explicação para o aumento expressivo no número de denúncias. No entanto, é possível que a valorização das criptomoedas tenha contribuído com o interesse nesses investimentos, o que facilita a realização de fraudes.

Transmissão ao vivo realizada com golpe de bitcoin no YouTube. — Foto: Reprodução

Também ficou mais fácil denunciar fraudes envolvendo criptomoedas após a FTC criar uma página específica para essa finalidade.

Apesar do número expressivo de denúncias e do volume do prejuízo, as fraudes envolvendo criptomoedas ainda são uma pequena fração de todos os crimes cibernéticos. Nos últimos 14 meses, o FBI, que funciona como a “Polícia Federal” dos EUA, recebeu um milhão de denúncias envolvendo fraudes on-line e de investimento.

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Binance estaria sob investigação

Citando fontes anônimas, a agência de notícias “Bloomberg” afirmou que a Binance, a maior plataforma de compra e venda de criptomoedas do mundo, entrou na mira do Departamento de Justiça dos EUA.

O objetivo da investigação seria descobrir se a Binance operou de forma irregular nos EUA ou se alguma negligência permitiu que ela fosse utilizada como instrumento em operações de lavagem de dinheiro e sonegação.

A notícia, ainda não confirmada pelas autoridades, ajudou a tumultuar o mercado das criptomoedas após as movimentações de Elon Musk – que abandonou o Bitcoin como meio de pagamento para carros da Tesla – e da Tether, que passa pela primeira fiscalização da Procuradoria-Geral do Estado de Nova York.

Nesta quarta-feira (19), o “tombo” do Bitcoin deixou a moeda abaixo dos US$ 40 mil pela primeira vez desde fevereiro.

Mineradores também receberam uma má notícia esta semana. A fabricante de chips de processamento gráfico Nvidia anunciou que novas unidades das placas 3070 e 3080 receberão uma trava para a mineração, que será identificada pelo código “LHR” (“Lite Hash Rate”).

Antes, a limitação da Nvidia só existia nas placas da série 3060.

A medida obriga a aquisição de placas do tipo “CMP”, que são exclusivas para mineração e não possuem saída para vídeo. A revenda desses componentes é mais restrita, já que muitos computadores dependem da presença das saídas de vídeo.

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Fonte: G1