FMI e Banco Mundial adiam encontro anual para outubro de 2022 | Economia

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial anunciaram nesta quinta-feira (5) a decisão de adiar o tradicional encontro em que os órgãos discutem o cenário econômico global. Marcado para outubro de 2021, o evento foi postergado em um ano por conta da pandemia do novo coronavírus.

Os encontros anuais costumam acontecer em Washington, capital dos EUA. A cada três anos, o evento é levado para um país membro. A próxima edição acontece em Marrakesh, no Marrocos.

Havia grande expectativa para a reunião em virtude do cenário econômico global combalido após uma das maiores crises econômicas da história. Em meados de outubro, as duas organizações fizeram um novo apelo conjunto para que os países ricos ajudem os pobres a enfrentarem o impacto global da pandemia do coronavírus e que continuem aumentando os gastos públicos para sustentar a economia e evitar o agravamento da crise.

O PIB mundial recuará 4,4% neste ano, menos do que os 5,2% estimados em junho, de acordo com o FMI. Na semana passada, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou que uma recuperação econômica duradoura só será possível se a pandemia for vencida em todos os locais.

O FMI lançou uma agenda de política global que destaca as medidas que acredita necessárias para superar a crise. As três prioridades dessa agenda são:

  1. Continuar a proteger vidas e os meios de vida. O Fundo defende o aumento das medidas de saúde, assim como apoio fiscal e monetário a famílias e empresas.
  2. Construir uma economia mais resiliente e inclusiva. Segundo o FMI, o investimento público, especialmente em projetos sustentáveis e infraestrutura digital, podem ‘virar o jogo’, e tem potencial para criar milhões de novos empregos, ao mesmo tempo aumentando a produtividade e o rendimento.
  3. Lidar com a dívida. Abordar esse problema no médio prazo será crítico mas, para muitos países de baixa renda, uma ação urgente é necessária agora. Esses países precisam de mais acesso a donativos, créditos e alívios de dívida.

“Meses após o início de uma pandemia e ainda estamos lidando com a escuridão de uma crise que ceifou mais de um milhão de vidas e que colocou a economia em marcha à ré, causando desemprego, aumentando a pobreza e os riscos de uma geração perdida em países de baixa renda”, afirmou à época Georgieva.

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Fonte: G1

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