Feira com novidades para o setor cafeeiro, 2ª Alta Café movimenta R$ 120 milhões em negócios | Estação Agro

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Com produtores de 140 cidades de nove estados brasileiros, a 2ª Alta Café — Feira de Negócios e Tecnologia da Alta Mogiana — registrou um aumento de 62% no volume de negócios em relação à 1ª edição, superando as expectativas do Sindicato Rural de Franca (SP) e da Associação dos Empreendedores do Agronegócios de Franca e Região (AEAGRO).

De acordo com dados divulgados pelos organizadores, a feira este ano alcançou R$ 120 milhões em negócios durante os dias 22 e 25 de março. Já em 2020, foram R$ 74 milhões.

Tal crescimento foi registrado mesmo com menor número de expositores: 87 frente a 89. “Estamos muito felizes com o resultado da 2ª Alta Café. Os números ainda não estão todos fechados, mas o pré-balanço mostra que a nossa expectativa foi superada e que a nossa feira já se consolida como uma das maiores da cafeicultura”, avaliou o presidente da Alta Café e do Sindicato Rural de Franca, José Henrique Mendonça.

Ele lembrou ainda que, após dois anos suspenso por causa da pandemia, o evento foi o primeiro a acontecer no setor com o fim das restrições da pandemia de Covid-19. Assim, estiveram presentes 8 mil visitantes e 165 marcas de agronegócio, especialmente relacionadas à cafeicultura.

Produtores conhecem tecnologias na 2ª Alta Café para aumentar eficiência produtiva de cafezais — Foto: Wilker Maia/Casa da Comunicação Franca

Novidades para as lavouras

Durante os quatro dias de feira, realizada no Clube de Campo de Franca, o destaque ficou para soluções e ferramentas agrícolas que visam mais eficiência e menos custos nas produções. No total, foram feitos seis lançamentos.

Entre eles, uma vareta de silicone “Colhe-Tudo”, criada por técnicos francanos e apresentada com o objetivo de diminuir a vibração dentro da colhedora no momento da colheita do café, resultando na melhor conservação dos grãos.

Outro produto que chamou atenção do cafeicultor Jaider Silva foi o “Uber de abelhas”, o qual, segundo ele, já é uma tendência ainda que pareça inusitado.

“Essa empresa vai até o apicultor, responsável por criar as abelhas, seleciona algumas e as leva para as lavouras durante a florada, que é quando nascem as flores que, depois, dão origem aos grãos de café. Assim, essas abelhas ajudam a polinizar toda a produção, gerando em torno de 20% de melhora na qualidade do fruto. É um investimento que tem valido muito a pena”, explicou Jaider, que também é diretor comercial da Café Terra Molhada, cuja lavoura de café especial fica em um sítio em Ibiraci (MG), parte da Alta Mogiana.

Café — Foto: Reprodução/EPTV

Para Leandro Jesus de Souza, gerente corporativo de vendas de uma das concessionárias de máquinas expositoras na feira, produtos como o “Uber de abelhas” ou equipamentos que prometem baixo consumo de combustível e menor custo operacional, ajudam no aumento de produtividade das lavouras, em uma melhor qualidade do grão de café colhido, na melhora do tempo de colheita e no menor dano mecânico aos pés de café.

“O mercado de café teve perdas relacionadas à seca em dois anos seguidos, e a geada excessiva na última safra também comprometeu a cultura. Porém, o produtor está investindo para as próximas safras. Com a escassez de insumos para a montagem das máquinas, tinha tido uma queda na quantidade de equipamentos disponíveis, que agora também está sendo retomada e, atualmente, temos boa parte da linha de produtos à pronta-entrega”, analisou o diretor, durante o evento que marcou a volta da empresa ao circuito de feiras.

Ainda entre as novidades, foi anunciada uma linha de crédito exclusiva de custeio antecipado para a cafeicultura na safra 2022/2023, com a participação de oito instituições financeiras.

Núcleo de produtores de café especial participou com estande coletivo na 2ª Alta Café em Franca, SP — Foto: Jaider Silva/Arquivo pessoal

Quem também marcou presença nessa edição da Alta Café foram os produtores de cafés especiais. De acordo com a Associação do Comércio e Indústria de Franca (ACIF), 14 marcas ligadas ao núcleo do seu Programa Empreender participaram com um estande coletivo.

Na direção da Café Terra Molhada, Jaider Silva explicou que, por se tratar de um evento voltado a produtores, as expectativas em relação às vendas do produto não eram altas.

“O principal objetivo era divulgar a cultura do café especial, mostrando o valor agregado que o produto oferece. O nosso, por exemplo, é naturalmente doce, com notas de chocolate. Mas exige uma atenção especial no cultivo e na pós-colheita”, afirmou o diretor comercial, que já se prepara, junto a outras marcas da Alta Mogiana, para participar de mais duas feiras em abril.

Segundo o presidente da ACIF, Tarciso Bôtto, “a participação [do núcleo] resultou em fechamento de negócios e boas prospecções, sendo a iniciativa um mecanismo de fomento ao setor”.

Levantamento realizado pelo Instituto de Economia da ACIF mostrou que as exportações do café cresceram 243% em valor monetário desde 1997, início da série histórica. Só em 2021, o valor superou os US$ 54,7 milhões

“A 2ª Alta Café movimentou não só o agronegócio na Alta Mogiana, mas também outros setores da economia na região. Inclusive, nos dias da feira, tivemos uma grande procura de empresas interessadas em estarem na edição de 2023. Estamos satisfeitos, assim como os expositores”, destacou o presidente da feira, José Henrique Mendonça.

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Fonte: G1