Fazendas centenárias fazem parte do patrimônio cultural brasileiro | Nosso Campo

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Uma viagem curta pela estrada, mas que vai distante no tempo para a época dos tropeiros e bandeirantes: as fazendas centenárias fazem parte do patrimônio cultural brasileiro e duas delas ficam no município de Itu (SP).

O primeiro destino é a Fazenda Capoava, que tem na entrada uma imponente figueira, árvore que viu os séculos passarem e que serviu para orientar muitos viajantes. O casarão foi erguido por volta de 1750. O lugar é bonito, com muita vegetação, tranquilidade, e, claro, história.

A construção é típica da arquitetura bandeirista. As paredes são de taipa de pilão, medem cerca de 70 centímetros e são fortes o suficiente para suportar uma construção pesada e sem os materiais e recursos atuais.

Ao longo do tempo, a propriedade teve vários donos. Nas últimas décadas, a família de Deborah Almeida Padro tem sido responsável por cuidar do local. Ela ressalta que, mesmo com as todas as belezas que a fazenda tem, o passado é ainda a principal atração do lugar.

A Fazenda Capoava atravessou os ciclos da cana-de-açúcar e do café. Depois, veio o gado e, mais recentemente, o turismo. As antigas senzalas viraram quartos para hóspedes.

(Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 06/12/2020)

Fazendas centenárias fazem parte do patrimônio cultural brasileiro

Fazendas centenárias fazem parte do patrimônio cultural brasileiro

Ainda em Itu, a Fazenda Concórdia chegou a ter mais de 900 hectares até 50 anos atrás. Ela tem 400 anos de existência, sendo mais antiga até mesmo que o próprio município.

Francisco Nunes comenta que cada canto do local tem uma história para contar. A família dele é dona da propriedade há 100 anos e vem conservando parte do que resistiu à passagem do tempo.

A sede é feita com paredes de taipa de pilão e batida. As telhas não são uniformes como as de hoje. Francisco explica que essa é uma característica que tem a ver com a forma como eram fabricadas, nas coxas dos escravos.

Até a década de 1960, 450 mil pés eram cultivados no terreiro de café. Hoje, são 12 mil. A antiga tulha ainda é usada. As máquinas de beneficiamento, que ainda funcionam, são do final do século 19.

São fazendas que carregam histórias, curiosidades, beleza e que precisam ser preservadas.



Fonte: G1