FAB anuncia corte no contrato de cargueiros militares com a Embraer | Vale do Paraíba e Região

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A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou que vai reduzir o contrato de compra do cargueiro KC-390 MIllenium, produzido pela Embraer. De acordo com o órgão, a medida é reflexo da redução de orçamento, reflexo da pandemia.

O contrato para a compra de 28 aeronaves havia sido assinado com a FAB em 2014 no valor de R$ 7,2 bilhões á época. Desde então, quatro jatos foram entregues, o último deles em dezembro de 2020.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (26). No comunicado, a FAB alega que a revisão do contrato, com redução no número de aeronaves contratadas seria reflexo da restrição de orçamento destinada pelo governo federal às Forças Armadas.

“A crise sanitária que o mundo vem enfrentando desde o fim de 2019 tem provocado reflexos na conjuntura econômica global, com impactos também na situação fiscal e orçamentária brasileira. Como consequência, os recursos destinados ao setor de defesa vêm sofrendo restrições que causam limitações diretas nos projetos estratégicos das Forças Armadas”.

Na nota, explicam que a proposta é de reajustar a cadência de produção do contrato a duas aeronaves por ano.

Em nota, a Embraer informou que recebeu o pedido da FAB. “Cabe ressaltar que em ocasiões passadas de restrições orçamentárias impostas pela União aos contratos de desenvolvimento e produção do KC-390 Millennium, a Embraer sempre procurou adequar seus recursos com vistas à continuidade deste projeto de grande relevância nacional e internacional, prezando pela parceria com a FAB e pelo desenvolvimento da indústria nacional”.

O KC-390 é um projeto da Força Aérea Brasileira (FAB) que, em 2009, contratou a Embraer para realizar o desenvolvimento da aeronave. Foram sete anos de estudo em parceira com Argentina, Portugal e República Tcheca para desenvolver o protótipo. Em 2019, a primeira aeronave KC-390 foi entregue ao governo brasileiro.

O projeto na linha de Defesa é uma das apostas para amenizar os prejuízos da Embraer em 2020, após o fracasso no acordo com a Boeing e os impactos causados pela pandemia de coronavírus.

O contrato com a FAB era uma vitrine para a aquisição da aeronave por outros governos. Em novembro de 2020, a Embraer assinou contrato com a Hungria para o fornecimento de duas unidades do jato.



Fonte: G1