EUA proíbem importação de produtos derivados de algodão e tomate da região chinesa de Xinjiang | Agronegócios

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Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (13) a proibição de importação produtos derivados de algodão e tomate provenientes da região de Xinjiang, no oeste da China.

A agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês) alegou que existe uso de trabalho forçado de muçulmanos uigures na região.

A medida se aplica a fibras, produtos de vestuário e tecidos produzidos com algodão cultivado em Xinjiang, bem como aos produtos alimentícios à base de tomate e sementes da região.

A proibição também envolve produtos processados ou fabricados em outros países, afirmaram representantes da CBP em entrevista coletiva.

Policial em patrulha, em Yining, na região chinesa de Xinjiang. Imagem é de 2018 — Foto: Thomas Pete/Reuters

A agência, que faz parte do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), estima que cerca de US$ 9 bilhões em produtos de algodão e US$ 10 milhões em produtos de tomate foram importados pelos EUA no ano passado.

O subsecretário interino do DHS, Kenneth Cuccinelli, disse que a ordem passa aos importadores a mensagem de que o órgão “não vai tolerar trabalho forçado de qualquer tipo”, e que as empresas devem erradicar os produtos de Xinjiang de suas cadeias de suprimento.

Em dezembro, o Congresso norte-americano aprovou a Lei de Prevenção ao Trabalho Forçado de Uigures, que pressupõe que todos os produtos de Xinjiang são fabricados com trabalho forçado e, portanto, estão barrados pela Lei de Tarifas de 1930, a menos que a CBP certifique o contrário.

A medida é a mais recente do governo de Donald Trump, em seus últimos dias de mandato, para endurecer a posição dos EUA contra Pequim, impondo restrições econômicas que gerariam dificuldades para que o presidente eleito Joe Biden alivie as tensões sino-americanas após sua posse, em 20 de janeiro.

A China nega maus tratos a uigures e afirma que os campos são centros de treinamento vocacional necessários no combate ao extremismo. O governo chinês refutou alegações de trabalho forçado, chamando-as de “notícias falsas”.

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Fonte: G1

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