Estiagem atrapalha e traz prejuízos para diversas regiões do estado | Nosso Campo


Toda chuva, por menor que seja, é bem-vinda nas terras de Nivaldo Noboru Suguimoto. Quando ela demora, a preocupação aumenta.

Ele produz banana nanica. Os 1.500 pés são cultivados no sistema orgânico, mas a situação não está das melhores. É que os cachos já deveriam estar formados.

A falta de água nos últimos meses prejudicou o desenvolvimento da fruta. Pela primeira vez em oito anos, o produtor praticamente não vai ter banana para vender.

Os poucos cachos que podem ser encontrados ficam na parte irrigada do sítio. Mesmo assim, eles estão pequenos, com a metade do tamanho dos produzidos em anos anteriores. Para tudo se recuperar, Nivaldo acha que terá que esperar pelo menos dois anos. Isso se as chuvas se normalizarem.

Em Araçatuba (SP), o Nosso Campo visitou a plantação de uva de Alberto Figueiredo da Silva. São três mil videiras, a maioria da variedade niágara. Embora o cultivo seja irrigado, a plantação também está sofrendo com o clima.

Ele diz que está investindo em tecnologia pra irrigar a plantação, mas não seria a mesma coisa se ele pudesse contar com chuvas regulares.

(Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 14/03/2021)

Estiagem atrapalha e traz prejuízos para diversas regiões do estado
Estiagem atrapalha e traz prejuízos para diversas regiões do estado

Estiagem atrapalha e traz prejuízos para diversas regiões do estado

Por causa da irrigação, os custos aumentam bastante. A conta de energia do sítio, que antes era de R$ 800, passou para mais de R$ 2 mil. O produtor calcula que deve colher a metade do previsto.

Os reflexos da escassez de chuva podem ser vistos também nos seringais. Em Mirassolândia (SP), as 4.500 árvores de Edmar estão produzindo menos. Na comparação com a safra passada, a extração de látex caiu 15% nos dois primeiros meses de 2021. Se o tempo não melhorar, a redução pode atingir 40%.

Produtores rurais das regiões de Bauru, Itapetininga e Sorocaba (SP) também estão enfrentando o problema das chuvas irregulares. Entre janeiro e fevereiro, choveu, de modo geral, metade do que era esperado para o período. A umidade cada vez mais baixa também tem prejudicado as lavouras.

Marcelo Schneider, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia, diz que se pode esperar que, em março, ocorram chuvas significativas na maior parte do estado, principalmente nas regiões de Bauru e Rio Preto (SP). De abril pra maio, deve ocorrer uma redução, então há possibilidade de uma nova estiagem.

Apesar das dificuldades e previsões não tão animadoras, a esperança do produtor se mantém firme. É a torcida para que chova na hora certa e na quantidade suficiente.

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Fonte: G1