‘Espero que a gente consiga sobreviver até a metade do ano que vem’, diz sócio de bar | Economia

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O bar Kaia, no bairro de Santa Cecília, região central de São Paulo, ainda não recuperou o faturamento pré-pandemia. No final de agosto, o estabelecimento voltou a receber os clientes dentro da casa. Mas, com a volta à chamada fase amarela em São Paulo, que restringe a movimentação e o horário de funcionamento, a situação voltou a ficar complicada.

“Ainda vivemos momentos muito difíceis, bem diferentes do que a gente viveu em 2019, com relação a faturamento, estrutura, visita do público”, diz Younes Bari, um dos três sócios do estabelecimento.

Younes Bari, um dos sócios do Bar Kaia, conta com o apoio dos clientes para se manter aberto até a metade do ano que vem — Foto: Reprodução

Desde o início da pandemia, o G1 está acompanhando as histórias de empreendedores que estão tentando sobreviver à crise. Veja aqui o que os mesmos empresários contaram em abril; o que disseram em maio, em julho, em setembro, e os novos depoimentos este mês:

Veja também o que Younes Bari contou ao G1 nos meses anteriores:

Segundo Bari, a fase amarela veio em um momento em que a clientela começava a se sentir mais confiante para voltar a frequentar o bar.

O governo de São Paulo anunciou a volta do estado à chamada fase amarela da flexibilização, que restringe a ocupação e o horário de funcionamento de bares e restaurantes, entre outras limitações.

“Isso fez com que as pessoas tivessem um pouco de receio de sair de casa, elas estão corretas, mas pra gente é muito difícil”, lamenta.

O faturamento, que chegou a cair 80% no início da pandemia, está longe de voltar ao patamar de 2019. Por enquanto, só está sendo possível manter as contas em dia.

Younes Bari não consegue ver uma melhora até a chegada da vacina em massa. E espera que o bar consiga se manter aberto até a metade do ano que vem. O empresário diz que o apoio dos clientes será fundamental para não fechar no ano que vem.

“Por enquanto não dá para prever uma melhoria, mas dá para saber que trabalhando bem, com o apoio que a gente continua tendo do nosso público, a gente consiga sobreviver até a metade do ano que vem e que a gente volte a operar de forma normalizada”, afirma.

Para manter as portas abertas, ele tomou um empréstimo de R$ 50 mil em maio, a ser pago em dois anos. Os funcionários continuam em jornada reduzida, com a complementação da renda feita pelo governo.

Após ter dispensado três funcionários por causa da queda no movimento, Bari conta que precisou contratar uma pessoa temporária, que deverá ser efetivada, assim que a situação melhorar.

O bar ainda está com o sistema de delivery, segundo Bari, apenas para ter o nome do restaurante rodando nas ruas e manter o mínimo de faturamento para pagar as contas.

“Consegui equilibrar as contas, mas não é o suficiente, ainda precisa de mais volume de faturamento para poder fazer com que seja rentável continuar operando”, diz.

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Fonte: G1

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