Especialistas indicam vinhos nacionais por até R$ 100 para quem quer começar a degustar | Guia de Compras

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Tinto, rosé, seco, suave… Os vinhos possuem diversas especificidades que podem tornar a compra mais complicada. Pensando nisso, o G1 conversou com 4 especialistas da área para entender quais rótulos nacionais são os mais indicados para quem quer começar a apreciar esta bebida.

Veja abaixo quais eles recomendaram entre os que custam, em média, até R$ 100.

Em 2020, o número de pessoas interessadas em vinho aumentou, com um crescimento no consumo entre os brasileiros de 18,4% na comparação com 2019, segundo a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). O país passou de aproximadamente 360 milhões de litros consumidos para 430 milhões de litros entre 2019 e 2020.

Apesar de o brasileiro ter uma tradição de preferir vinhos importados, a venda dos nacionais teve alta de 32,4% no ano passado, enquanto a dos importados foi de apenas 26,5%.

Confira, a seguir, 17 rótulos, organizados por tipo e em ordem alfabética, indicados pelos especialistas. Todos podem ser encontrados na venda online por até R$ 100. Os preços são os valores médios dos produtos (sem frete) encontrados em 5 lojas on-line no último dia 7.

Especialistas indicam 9 tintos secos para quem quer começar a apreciar vinho. — Foto: Divulgação.

Os vinhos tintos secos são aqueles de cor mais escura e que, no paladar, têm um sabor mais intenso. No preparo, eles são adoçados apenas com a glicose da própria uva, sem aditivos.

  • Cabernet Franc – Don Giovanni

O diferencial deste vinho é a ausência do peso e da sensação de secura na boca que normalmente acompanham os tintos, afirma o professor de Harmonização de Vinhos na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) e diretor técnico da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS), Maurício Roloff.

Bom para acompanhar: preparos de carnes que levem pimentão ou chimichurri – molho de churrasco verde tradicional na Argentina.

  • Cuvée Giuseppe Cabernet Sauvignon & Merlot 2018 – Miolo

Recomendado por Tartari, este rótulo tem alta intensidade aromática, de geleia de frutas, amora, cassis, passas, café tostado e cacau, e apresenta harmonia entre fruta e madeira.

O teor amadeirado em vinhos geralmente ocorre após a bebida passar por barricas de carvalho em algum momento da sua elaboração.

Bom para acompanhar: carnes suculentas assadas e grelhadas, cordeiro ou cabrito, picanha, massas com molhos vermelhos, a base de cogumelos e trufados, risotos e queijos maduros de massa dura.

  • Fausto Merlot 2019 – Pizzato

Para Manoel Beato, sommelier do grupo Fasano, este vinho é encorpado e possui um equilíbrio entre os componentes que faz com que seja ‘arredondado’.

Bom para acompanhar: carnes vermelhas com molhos leves, como cordeiro e vaca.

  • Merlot Reserva 2018 – Pizzato

Com uvas do Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, possui aromas intensos e paladar firme, segundo Tartari. Seu aroma é de frutas vermelhas e amoras, com um sabor frutado.

Bom para acompanhar: filé mignon, fettuccine ao molho ragu de linguiça e risoto de cogumelo.

  • Merlot Rastros do Pampa – Guatambu

Considerado vibrante pelo sommelier Manoel Beato, este vinho possui o sabor de frutas mais maduras.

Bom para acompanhar: pratos de caça, como faisão e porcos e aves, como um frango assado com molho de vinho tinto.

  • Origine 1880 Teroldego – Don Guerino

Para o diretor técnico da ABS-RS, Maurício Roloff, este rótulo oferece uma textura macia. Ele explica que se trata de uma variedade da uva italiana teroldego, mostrando uma boa adaptação no Brasil, apesar de ser pouco conhecida do grande público.

Bom para acompanhar: pratos marcados por molhos de carne.

  • Rar Collezione Pinot Noir – Miolo

Este tinto tem alta acidez no sabor, mas não dá aquela sensação de secura na boca, sendo mais leve no paladar, ideal para iniciantes, segundo Roloff.

Bom para acompanhar: aves com ervas e cogumelos.

  • Sinais Merlot – Don Guerino

Considerado vinho simples, mas de qualidade pela sommelière e criadora da Confraria das Pretas, Silvana Aluá, este rótulo é descrito como um vinho gastronômico, encorpado e com um final agradável na boca.

Bom para acompanhar: queijos de média maturação, massas e pizzas.

  • Varietal Aurora Tinto Cabernet Sauvignon – Aurora

Com aromas de frutas, como morango e cereja, este vinho tem um leve amargor no final, afirma Silvana.

Bom para acompanhar: pizzas de frango com catupiry, calabresa e esfihas de carne.

Especialistas indicam 4 espumantes para quem quer começar a apreciar vinhos. — Foto: Arte / G1.

Os espumantes podem ser brancos ou rosé. A diferença para outros tipos de vinho é que em seu preparo eles passam por duas fermentações. Esse processo é o responsável pela perlage ou borbulha, que é a espuma gerada pelo gás carbônico acumulado após a pressão de dentro da garrafa ser aliviada ao abri-la.

  • Cave Amadeu Rústico Nature – Família Geisse

O diferencial deste vinho, segundo Maurício Roloff, é que ele chega ainda na taça com as leveduras da segunda fermentação, ou seja, com os micro-organismos que fazem esse processo. Com isso, segundo o sommelier, há mais sabor e aroma, além de encorpar a bebida.

Bom para acompanhar: entradas e canapés sobre pães artesanais, como uma bruschetta de presunto cru.

  • Dádivas Blanc de Blanc Chardonnay Brut – Lídio Carraro

Considerado pelo sommelier Tartari fino e delicado, este espumante possui aromas de flores brancas e frutas, como melão e pera.

Bom para acompanhar: massas, risotos, frutos do mar e carnes vermelhas.

  • Fausto Brut Rosé Tradicional – Pizzato

Para Tartari, este é um espumante delicado, com grande riqueza de aromas de frutas vermelhas, é seco e dá um fim de boca muito longo.

Bom para acompanhar: peixes, frutos do mar, carnes brancas, petiscos, entradas e sobremesas com pouca doçura.

Vinho de uma uva que torna o espumante mais leve, segundo o sommelier Manoel Beato, por causa disso, ele o classifica uma uma bebida ideal para abertura de um evento ou para beber para brindes.

Bom para acompanhar: canapés e entradas leves.

Especialistas indicam 2 vinhos brancos secos para quem quer começar a apreciar vinhos. — Foto: Divulgação.

Diferentemente do vinho tinto, o branco tem coloração clara, variando em tons de amarelo. Essa cor se dá por causa do processo de produção, em que as cascas das uvas são retiradas antes da fermentação para evitar que a bebida pegue a cor delas.

  • Almadén Riesling – Miolo

Vinho recomendado pela criadora da Confraria das Pretas, Silvana Aluá, é leve e suavemente refrescante, possuindo aroma cítrico de frutas como o limão, por exemplo.

Bom para acompanhar: aperitivos, saladas, peixes, aves, pizzas, massas com molhos leves e queijos frescos de massa mole, como ricota, cottage e mozzarella de búfala.

  • Cepas Viognier – Campos de Cima

Segundo o diretor técnico da ABS-RS, Maurício Roloff, este vinho é mais encorpado do que a média e toma conta da boca a cada gole, sem perder o frescor e com aromas delicados.

Bom para acompanhar: queijos, molhos a base deles, caldos e sopas.

Especialistas indicam vinho rosé seco para quem quer começar a apreciar vinhos. — Foto: Divulgação.

Como o nome sugere, este tipo de vinho é rosado. Para adquirir este tom ele pode ser produzido com uma mistura dos vinhos tinto e branco ou por meio da maceração das uvas pretas antes da fermentação.

  • Merlot, Malbec, Cabernet Franc e Petit Verdot – Suzin

Com origem nas vinícolas de São Joaquim e São Paulo, possui aroma floral. É descrito por Silvana como “fácil de beber, agradável e leve em boca”.

Bom para acompanhar: saladas, frutos do mar, peixes e petiscos leves.

Especialistas indicam vinho tinto suave para quem quer começar a apreciar vinhos. — Foto: Divulgação.

A diferença para o vinho seco é que o tinto suave recebe açúcar em seu preparo, portanto tem o sabor mais doce.

  • Suave Fausto Violete, uvas Merlot, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet – Pizzato

Para a sommelière Silvana, este vinho chama a atenção pela cor vermelha rubi e pelos aromas de geleia de amora. Ela o recomenda para quem gosta de um sabor adocicado.

Bom para acompanhar: sobremesas e queijos.



Fonte: G1