Em um dia marcado por forte turbulência nos mercados, ainda pelo impacto das declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre um possível descumprimento do teto de gastos, o dólar fechou esta quinta-feira, 21, em alta de quase 2%. A moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 5,66.
Trata-se do maior patamar de fechamento do dólar desde o dia 14 de abril e a maior valorização diária da moeda desde 8 de setembro.
Como Oeste informou mais cedo, logo na abertura do pregão o dólar chegou à máxima de R$ 5,67. Por volta das 14 horas, a moeda era vendida a R$ 5,64. Na parte final da sessão, voltou a subir. Já o dólar turismo foi cotado a R$ 5,88. Nas casas de câmbio, o valor já ultrapassa os R$ 6,20 nas compras da moeda em cartão pré-pago.
Com o resultado de hoje, o dólar passa a acumular uma valorização de cerca de 4% em outubro e de mais de 9% neste ano.
Bolsa de Valores
O Ibovespa — principal índice da bolsa brasileira — encerrou o pregão registrando uma forte queda de quase 3%, aos 107,5 mil pontos. Na sessão de ontem, o indicador encerrou o dia com leve alta de 0,1%, próximo dos 111 mil pontos.
Paulo Guedes
Na quarta-feira 20, Guedes disse que o governo federal cogita pedir um “waiver”, uma espécie de “licença” de R$ 30 bilhões para o teto de gastos, de forma que seja possível gastar com o Auxílio Brasil. De acordo com o ministro da Economia, seria uma “licença para gastar essa camada temporária de proteção dos mais frágeis”, o que atenuaria “o impacto socioeconômico da pandemia”.
Fonte: R7







