Economistas e pesquisadores defendem no Congresso tributação de dividendos | Economia

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Economistas e pesquisadores defenderam nesta sexta-feira (18), no Congresso Nacional, a inclusão da tributação de dividendos e a progressividade do imposto de renda na reforma tributária.

Os especialistas foram ouvidos pela Comissão Mista da Reforma Tributária, formada por deputados e senadores. Dividendo é a parte do lucro de uma empresa distribuída entre acionistas e cotistas.

Durante a sessão desta sexta, Eduardo Fagnani, professor do Instituto de Economia da Unicamp, afirmou que a discussão da reforma tributária foca exclusivamente nos impostos sobre consumo, mas é preciso avançar na tributação de lucros e dividendos e de grandes rendas.

“A reforma tributária é o mecanismo pelo qual é possível fazer que não se tire dos pobres para ir para os paupérrimos. É possível tirar dos super ricos”, afirmou.

Segundo o professor um estudo sobre tributação de grandes fortunas apontou que é possível aumentar a arrecadação em R$ 290 bilhões por ano taxando 0,3% da população.

Também presente a sessão, Marcos Lisboa, economista e presidente do Insper, defendeu a redução da tributação de empresas e o aumento da tributação da renda, incluindo dividendos.

O Ministério da Economia diz que vai propor a tributação de lucros e dividendos, mas que a proposta será enviada posteriormente.

A primeira parte da reforma tributária, enviada em julho, propõe a unificação de PIS e Cofins em um único imposto com alíquota de 12% para as empresas e de 5,8% para instituições financeiras.

Ministério da Economia prepara segunda parte da reforma tributária

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Durante a reunião da comissão mista, Fausto Júnior, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), destacou que fazer a reforma em partes gera incertezas.

Júnior também defendeu a inclusão da tributação de lucros e dividendos na atual discussão. O diretor técnico do Dieese destacou ainda que a forma como o Brasil cobra imposto hoje aumenta a desigualdade social.

A proposta de reforma tributária em vez de ser um sistema que vai de encontro a lidar com a questão da desigualdade ele reafirma e reforça a questão da desigualdade”, disse. Segundo ele, o Brasil tributa mais consumo do que os outros países e tributa menos a renda.

“Inevitavelmente do ponto de vista do Congresso é fundamental mexer na tabela de imposto de renda e na estrutura. Não é possível ter a mesma alíquota entre quem ganha sete salários e quem ganha mais de 300 salários”, disse o diretor do Dieese.



Fonte: G1

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