Economia do RJ cresce 0,7% no 1º trimestre em meio a agravamento da pandemia, aponta Firjan | Rio de Janeiro

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Estimativas feitas pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) apontam que, em meio ao agravamento da pandemia, a economia do Rio de Janeiro cresceu no 1º trimestre deste ano. Segundo a instituição, o PIB fluminense teve alta de 0,7% na comparação com o 4º trimestre do ano.

Este foi o terceiro resultado positivo do indicador nesta base de comparação [trimestre contra trimestre imediatamente anterior]. Todavia, foi a menor taxa de crescimento do período, o que demonstra perda do ritmo da atividade econômica do estado.

Os dados da Firjan mostraram, também, que:

  • PIB do RJ recuou 1,7% em relação ao 1º trimestre do ano passado;
  • Queda interanual foi a menos intensa desde a retração histórica do 2º tri de 2020;
  • Resultado da indústria, apesar de negativo, mostra resiliência do setor;
  • Construção Civil se destaca pela retomada de contratações;
  • Setor de serviços mostra tendência de recuperação mais lenta que a indústria;
  • Com os resultados, Firjan aumentou a perspectiva de crescimento econômico do RJ em 2021.

Atividade econômica do Rio de Janeiro vem desacelerando desde o 3º trimestre do ano passado — Foto: Economia/G1

Já na análise interanual (trimestre contra igual trimestre do ano anterior), o PIB fluminense recuou 1,7% no 1º trimestre frente o mesmo período do ano passado.

“Essa é a queda menos intensa dos meses de crise sanitária na análise interanual”, enfatizou a Firjan.

No 2º trimestre de 2020, o PIB do RJ havia recuado 9,9% em relação ao 2º trimestre de 2019 – foi a pior retração da economia fluminense da série histórica do indicador. No 3º e 4º trimestre, também na comparação interanual, as quedas foram, respectivamente, de 3,2% e 2,3%.

“Os dados do primeiro trimestre confirmam o que temos observado em nosso dia a dia, que a economia fluminense dá sinais de retomada. Acreditamos que, com a vacinação e um esforço no sentido de solucionar gargalos estruturais, o processo de recuperação seja intensificado”, avaliou o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira.

O desempenho fluminense também ficou abaixo da média nacional. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira registrou avanço de 1,2% no 1º trimestre deste ano, em comparação ao 4º trimestre do ano passado. Frente a igual trimestre de 2020, houve alta de 1%.

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‘Resiliência’ da indústria

De acordo com as estimativas da Firjan, a indústria fluminense teve queda de 2,1% no 1º trimestre deste ano em relação ao mesmo trimestre do ano passado. O resultado, apesar de negativo, mostra recuo menos intenso que o registrada no trimestre anterior, que foi de -3,4%.

“Dessa forma, cabe ressaltar que apesar da segunda onda da pandemia, a indústria dá sinais de resiliência”, enfatizou a entidade.

Setor metalúrgico é destaque

Na indústria de transformação, o destaque ficou com a metalurgia que, segundo a Firjan, foi beneficiada pela retomada da atividade econômica no restante do mundo.

Em contrapartida, diante das novas restrições impostas pelo avanço da pandemia, os segmentos de coque e derivados de petróleo e a indústria automotiva foram os destaques negativos.

“Além das paralisações, a escassez de insumos para a produção ainda é um entrave à retomada mais consistente da atividade, em especial, para a indústria automobilística”, ponderou a Firjan.

Construção civil dá sinais de melhora

Já a construção civil tem demonstrado sinais de recuperação, segundo a Firjan, ao se apresentar como a principal responsável pelo aumento de contratações da indústria fluminense este ano. O setor fechou o 1º trimestre do ano com um saldo positivo de 4.343 empregos.

No sentido oposto, a indústria extrativa demonstrou menor ritmo de produção. “Despois de 3 anos sendo o principal vetor de crescimento da economia fluminense, houve intensificação da retração da indústria extrativa no primeiro trimestre. Esse resultado é explicado pelo recuo da produção de óleo e gás”, destacou a entidade.

Retomada lenta dos serviços

A Firjan destacou que o setor de serviços apresenta sinais de retomada, mas de forma mais lenta que a indústria. No 1º trimestre houve retração de 1,6% do PIB de serviços, queda também menos intensa que a observada no trimestre anterior, que foi de -2,1%.

“Cabe ressaltar que mesmo diante de uma nova onda da pandemia da covid-19, os efeitos econômicos foram menores que os observados no ano de 2020, uma vez que, diferente do ano passado, não houve tantas restrições que impedissem o funcionamento das atividades ligadas ao setor de serviços do estado, ou, as restrições impostas tiveram duração mais curta”, destacou a entidade.

Melhora da perspectiva de crescimento

Diante dos resultados do 1º trimestre, a Firjan revisou de 2,9% para 3,8% a previsão de crescimento da economia fluminense ao final de 2021.

“Nessa conjuntura, nosso cenário base previsto para 2021 leva em consideração a vacinação completa da população adulta contra a Covid-19, até o final do ano, e a normalização da mobilidade no segundo semestre”, enfatizou a entidade.

A Firjan destacou, ainda, que sua estimativa de avanço do PIB do Rio de Janeiro está condicionada, também, “ao avanço na agenda de reformas estruturais, entre elas, a reforma administrativa e tributária”.

“Esses fatores contribuirão para que haja, de forma gradual, a retomada da confiança e crescimento disseminado entre todos os setores, com impacto na redução da ociosidade na capacidade instalada das empresas e aumento do consumo”, reforçou a Firjan.



Fonte:G1