Dólar volta a subir após atingir na véspera menor patamar em quase 2 meses | Economia

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O dólar opera em alta nesta quinta-feira (13), após atingir, na véspera, o menor patamar em quase dois meses.

Às 9h40, a moeda norte-americana subia 0,13%, cotada a R$ 5,5429. Veja mais cotações.

Na quarta-feira, o dólar fechou em queda de 0,78%, a R$ 5,5357. Com o resultado, passou a acumular recuo de 1,72% na semana e de 0,70% no ano.

Na cena externa, permanecem as preocupações com um aumento contínuo nos casos de Covid-19 e crescem as apostas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) começará a elevar os juros na maior economia do mundo em março e não será mais agressivo do que o esperado no processo de normalização de sua política monetária.

“Existe um entendimento de que mesmo a alta de juros lá fora não vai gerar o enxugamento expressivo de liquidez nos mercados emergentes, e isso está dando esse suporte para os ativos, incluindo o real”, disse Cleber Alessie, gerente da mesa de derivativos financeiros da Commcor DTVM.

O Banco Central Europeu destacou nesta quinta que os preços altos das commodities, o surgimento da variante Ômicron do coronavírus e um aperto mais rápido da política monetária podem pesar sobre o crescimento global este ano.

Na cena doméstica, aumentou a pressão em cima do Banco Central em relação ao ritmo de aperto monetário após o resultado da inflação de dezembro ter vindo acima do esperado. Atualmente, a taxa Selic está em 9,25% ao ano, maior patamar em mais de quatro anos. A previsão do mercado é que ela termine o ano em 11,75% ao ano.

Juros mais altos no Brasil podem beneficiar o real, uma vez que elevariam a rentabilidade do mercado de renda fixa doméstico, atraindo mais recursos para o país. Mas uma Selic mais alta – que deve chegar aos dois dígitos já na próxima reunião de fevereiro do Comitê de Política Monetária (Copom) – também podem ter um custo elevado à atividade econômica brasileira, uma vez que tende a frear os gastos do consumidor.

O mercado também segue com as questões fiscais no radar, em especial a pressão de servidores por reajustes salariais.

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Fonte: G1