Dólar: qual o melhor momento para comprar? | Economia

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Todo mundo que tem viagem marcada, ou pelo menos sonha em sair do país, fica com aquela pulguinha atrás da orelha: qual o momento ideal pra comprar dólar?

Mas não existe uma resposta certa para essa pergunta. Isso porque o preço do dólar muda todos os dias e várias vezes no mesmo dia. E os motivos são imprevisíveis porque dependem de vários fatores no mundo todo.

O conselho dos especialistas é comprar de pouquinho em pouquinho.

O professor Paulo Dutra Constantin, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, orienta a dividir as compras de dólar ao longo dos meses que faltam para a viagem. Ou sempre que “sobrar um dinheirinho” para conseguir um preço médio bacana.

Se você deixar para comprar tudo de uma vez, corre o risco de pegar um pico da moeda e pagar bem mais. O ideal seria comprar tudo na baixa, mas como não tem como prever quando vai ser essa baixa, você tem mais chances de diminuir o custo se dividir as compras.

“A gente não tem esse momento exato pra comprar. O cenário da moeda é variável e incomensurável. Quem poderia afirmar algo a respeito da Covid ou da guerra da Rússia. Isso para falar de fatores externos. Entre os fatores internos, entram a política fiscal, o controle das contas públicas e a taxa de juros. E como a gente não tem como medir esse risco porque é político, não dá para fazer previsões”, explica Constantin.

Apesar disso, é possível tentar se precaver e tomar e comprar com inteligência:

  • uma maneira é ficar ligado nas tendências e análises de especialistas e acompanhar cotações diariamente. Analistas mostram sempre as tendências da moeda. Elas costumam ser de curto prazo, mas ajudam nessas compras “picadas”;
  • e, claro, a dica que não pode faltar em qualquer compra: bater perna e pesquisar preços. Os bancos e as casas de câmbio têm cotações diferentes. Às vezes, a diferença é de centavos. Mas quando se compra bastante, essa diferença pode aliviar bem o bolso. Essa diferença fica ainda maior em momentos de oscilações econômicas.



Fonte:G1