Dólar opera em queda, após disparada na véspera | Economia

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Às 9h11, a moeda norte-americana caía 0,68%, vendida a R$ 5,2916. Veja mais cotações.

No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 2,93%, vendida a R$ 5,3276. Foi a valorização percentual diária mais intensa desde 24 de junho de 2020 (alta de 3,36%). O patamar de fechamento é o maior desde 23 de agosto (R$ 5,3802). Com o resultado de quarta, acumula alta de 3,05% no mês. No ano, o avanço é de 2,71% ante o real.

Disparada do dólar e piora da bolsa de valores evidenciam problemas na retomada do Brasil

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O IBGE divulgou que a inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,87% em agosto. É a maior taxa para um mês de agosto desde 2000. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 9,68%, a mais alta desde fevereiro de 2016, quando ficou em 10,36%. No ano, o IPCA acumula alta de 5,67%. Desde março, o indicador acumulado em 12 meses tem ficado cada vez mais acima do teto da meta estabelecida pelo governo para a inflação deste ano, que é de 5,25%.

O foco agora é o movimento de caminhoneiros e bloqueios de estradas pelo país pelo segundo dia consecutivo. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, fez um alerta para os caminhoneiros de que uma greve geral da categoria traria inflação e desabastecimento no país, segundo o Valor.

Uma venda generalizada de ativos brasileiros dominou o mercado doméstico na quarta-feira e cobrou seu preço na taxa de câmbio, conforme investidores estrangeiros e locais se desfizeram de posições em meio a temores de acirramento da crise institucional doméstica e de seus potenciais desdobramentos sobre as contas públicas e o crescimento econômico.

Protestos contra e a favor do governo do presidente Jair Bolsonaro marcaram o feriado da Independência no Brasil. Os atos aconteceram em meio a embates do presidente com o Supremo Tribunal Federal (STF), e em um contexto de queda na popularidade e nas avaliações sobre a administração Bolsonaro – e de uma acentuada crise econômica.

Durante os atos, o presidente fez ameaças golpistas, ao atacar o sistema eleitoral brasileiro, integrantes do STF e governadores e prefeitos que tomaram medidas de combate ao coronavírus. Bolsonaro dirigiu os principais ataques ao ministro do STF Alexandre de Moraes – e afirmou que não irá cumprir decisões dele.

As ameaças de Bolsonaro foram repudiadas por governadores e parlamentares, com aumento de apoio a um possível impeachment do presidente.

Bolsonaro volta a atacar o STF e o sistema eleitoral em atos com pautas antidemocráticas

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Nesta terça-feira, em resposta aos ataques de Bolsonaro, o ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que “ninguém fechará” a Corte e que o desprezo a decisões judiciais por parte de chefe de qualquer poder configura crime de responsabilidade.

Variação do dólar em 2021 — Foto: Economia G1



Fonte: G1