Dólar opera em alta à espera de dados sobre inflação nos EUA | Economia

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O dólar opera em alta nesta terça-feira (11), à espera de dados sobre a inflação nos Estados Unidos – que podem levar a uma alta nos juros lá fora e influenciar a cotação da moeda brasileira. Os agentes também avaliam a ata da reunião do Copom que levou a Selic a 3,5% na semana passada, e os dados de inflação, que mostraram uma nova alta em abril.

Às 9h58, a moeda norte-americana subia 0,66%, cotada a R$ 5,2628. Veja cotações.

Na segunda-feira, o dólar fechou em alta de 0,03%, a R$ 5,2284. Na parcial do mês, acumula queda de 3,73%. No ano, o avanço ainda é de 0,79%.

Na agenda do dia, o IBGE divulgou mais cedo a inflação oficial de abril, que mostrou alta de 0,31% – levando o acumulado em 12 meses a 6,76% – estourando pelo segundo mês seguido o teto da meta estabelecida pelo BC para este ano, de 5,25%.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central avaliou nesta terça-feira (11) que a despeito da intensidade da segunda onda da pandemia ter sido maior que a esperada, o segundo semestre do ano deve mostrar uma “retomada robusta da atividade, na medida em que os efeitos da vacinação sejam sentidos de forma mais abrangente”.

A informação consta na ata de sua última reunião, realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros da economia avançou de 2,75% para 3,5% ao ano por conta das pressões inflacionárias.

Os analistas das instituições financeiras elevaram a estimativa média para a inflação em 2021, de 5,04% para 5,06%, segundo pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central. A projeção para a taxa de câmbio no fim de 2021 recuou de R$ 5,40 para R$ 5,35.

Já a projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no ano passou de 3,14% para 3,21%. Os analistas também mantiveram em 5,50% ao ano a previsão para a taxa básica de juros (Selic) no fim de 2021.

A Selic em alta aumenta a diferença entre os retornos oferecidos no Brasil ante os dos Estados Unidos e de outros mercados emergentes, o que eleva a atratividade do real, potencialmente valorizando a moeda.

Variação do dólar em 2021 — Foto: Economia G1



Fonte: G1