Dólar fecha em queda em dia de poucos negócios | Economia

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O dólar fechou em queda nesta segunda-feira (6), que contou com volumes atipicamente baixos devido a feriado nos Estados Unidos, enquanto os investidores domésticos se preparavam para as manifestações convocadas pelo presidente Jair Bolsonaro para o dia 7 de setembro.

A moeda norte-americana recuou 0,14%, vendida a R$ 5,1760. Veja mais cotações.

Na sexta-feira, o dólar encerrou o dia a R$ 5,1835. Com o resultado desta segunda, tem alta de 0,12% no mês. No ano, há recuo de 0,22% ante o real.

Levando em consideração o clima político tenso no Brasil, que tenderia a elevar a busca pela segurança do dólar, o movimento desta segunda-feira foi “atípico”, disse à Reuters Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital.

Isso por causa da liquidez “absolutamente reduzida” como consequência de feriado nos Estados Unidos, explicou Bergallo, lembrando também que na terça-feira os mercados brasileiros ficam fechados devido ao Dia da Independência.

“Sem a praça de Nova York hoje e sem a praça de São Paulo amanhã, é normal ver movimento atípico, apesar da cautela dos investidores sobre o que pode acontecer (nas manifestações de) terça-feira.”

A expectativa pelos eventos de 7 de dezembro nas ruas e seus desdobramentos na política vem ditando o ritmo dos mercados há alguns dias. Na sexta o presidente Jair Bolsonaro deu declarações fortes acerca do tema e disse que as manifestações serão um “ultimato” para aqueles que, segundo o presidente, descumprem a Constituição.

Já o STF passou a adotar uma série de medidas para se contrapor a eventuais excessos que possam ocorrer nos protestos, preocupado com ameaças feitas por Bolsonaro e aliados dele, disseram fontes da corte com quem a Reuters conversou nos últimos dias.

“Tem gente fazendo paralelo com 2013, quando houve quebradeira. Agora mais gente está vacinada, então pode ir às ruas, e com isso o mercado fica mais na defensiva”, disse à Reuters Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos.

Ele se referia à onda de protestos pelo país em junho de 2013, seguida por forte queda na popularidade da então presidente Dilma Rousseff.

Em meio ao clima político acirrado, o estrategista avaliou ser difícil pensar num cenário de otimismo e menos volatilidade para o Brasil no ano que vem.

“O custo de oportunidade para se investir no Brasil já ficou mais alto e temos que esperar o que será.”

Variação do dólar em 2021 — Foto: Economia G1



Fonte: G1