Dólar abre a semana em queda | Economia

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O dólar opera em queda nesta segunda-feira (23), com o cenário externo marcado por maior otimismo sobre o desenvolvimento de vacinas para a Covid-19.

Às 10h15, a moeda norte-americana caía 0,48%, cotada a R$ 5,3603. Na mínima da sessão até o momento chegou a R$ 5,3438. Veja mais cotações.

Na sexta-feira, o dólar fechou em alta de 1,36%, a R$ 5,3861. Com o resultado, o dólar passou a acumular queda de 6,13% na parcial de novembro, mas ainda tem alta de 34,32% no ano.

Nesta segunda, o Banco Central fará leilão de swap tradicional para rolagem de até 12 mil contratos com vencimento em abril e agosto de 2021.

Vacina de Oxford contra Covid-19 tem eficácia média de 70%

Vacina de Oxford contra Covid-19 tem eficácia média de 70%

No exterior, cresciam as esperanças de uma recuperação econômica global liderada por progressos em vacinas contra o coronavírus.

A farmacêutica britânica AstraZeneca anunciou que sua potencial vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford pode ser até 90% eficaz sem nenhum efeito colateral grave. O anúncio vem após a Pfizer solicitar a reguladores dos EUA na sexta-feira autorização para uso de emergência de sua vacina contra a Covid-19, que pode acontecer ainda na primeira quinzena de dezembro.

Contribuía também para uma menor pressão sobre o dólar o aumento o maior apetite de investidores por ativos de países emergentes. Os fluxos no acumulado do ano para títulos de dívidas de emergentes ficaram positivos pela primeira vez em oito meses, com entrada de US$ 3,5 bilhões na semana até 18 de novembro, informa a Reuters citando relatório do BofA.

Por aqui, a expectativa do mercado para a inflação de 2020 passou de 3,25% para 3,45%, enquanto que a estimativa de tombo do Produto Interno Bruto (PIB) no ano foi revisada de 4,66% para 4,55%, segundo a pesquisa Focus do Banco Central. A projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 recuou de R$ 5,41 para R$ 5,38. Para o fechamento de 2021, continuou em R$ 5,20 por dólar. Já a expectativa para a taxa Selic para o final de 2021 subiu de 2,75% para 3% ao ano.

As chances de desdobramentos econômicos da pandemia em 2021 no Brasil, no entanto, seguiam no radar, com o mercado atento a riscos de permanência de gastos emergenciais, o que prejudicaria a já frágil situação fiscal do Brasil.

As incertezas sobre a situação fiscal brasileira, combinadas a um ambiente de juros extremamente baixos, têm sido apontadas como forte fator de impulso para o dólar no mercado de câmbio doméstico, com a moeda norte-americana acumulando salto de cerca de 35% até agora em 2020.

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Variação do dólar em 2020 — Foto: G1



Fonte: G1