Dinheiro ou cartão? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? | Economia

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on whatsapp


Seja para viajar ou para investir, existem algumas opções disponíveis para quem deseja comprar dólar.

Além dos cartões pré-pagos e das casas de câmbio, existem ainda as contas globais, que aparecem como alternativas mais práticas e até mesmo mais baratas para as transações.

Para definir qual a melhor forma de comprar dólar para uma viagem, é preciso levar em consideração os objetivos de cada viajante.

Conheça algumas das alternativas disponíveis no mercado:

Casas de câmbio e bancos

Quem quer comprar dólar em espécie para viajar pode recorrer às tradicionais casas de câmbio ou bancos. O inconveniente, no entanto, é ter que carregar o dinheiro, com o risco de perdê-lo ou de ser roubado.

Vale a pena pesquisar, porque as taxas podem variar bastante. Além disso, o viajante também pode ter de pagar comissão ou taxas administrativas. A alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), no entanto, é sempre a mesma: 1,1%.

Mas atenção: ao perguntar o “preço do dólar” em uma casa de câmbio e em um banco, a tendência é que custe menos no banco. Porém, ao somar a taxa de transação bancária – cobrada pelos bancos –, o valor final acaba ficando mais alto que o da corretora de câmbio. A regra básica é dividir o valor da taxa pela diferença de preços entre corretora e banco.

Para localizar uma instituição autorizada, o aplicativo Câmbio Legal (para tablets e smartphones com sistema Android ou iOS), desenvolvido pelo Banco Central do Brasil, ajuda a encontrar os pontos de câmbio em todo o país, utilizando informações fornecidas pelas instituições autorizadas a operar em câmbio. Por meio do app, também é possível consultar o Valor Efetivo Total (VET) cobrado em cada operação.

O Banco Central alerta para que não se utilize do mercado paralelo, que oferece riscos pois não há garantia de que a moeda estrangeira comprada seja autêntica e que, como não há recibo de compra para apresentação às autoridades de forma a comprovar a legalidade da posse e a origem da moeda estrangeira, o valor pode ser apreendido.

Ainda de acordo com o BC, ao utilizar o mercado paralelo de câmbio, há a possibilidade de misturar o dinheiro com recursos provenientes de tráfico de drogas, de armas e de outras atividades ilícitas, o que poderia provocar consequências indesejáveis.

Quem prefere concentrar os gastos maiores nas viagens em cartões pode lançar mão dos de crédito convencionais ou dos de débito pré-pagos (conhecidos como “travel money”). As duas modalidades têm alíquotas maiores de IOF – 6,38%.

No caso dos cartões pré-pagos, o turista deposita um valor em reais que é convertido para o dólar de acordo com o spread e a taxa de câmbio praticada pela instituição. O recolhimento do IOF é feito automaticamente pelo banco ou corretora. Com ele, é possível realizar saques em caixas eletrônicos de onde estiver, ou utilizá-lo com a função de débito. Em caso de perda ou roubo, é só pedir o bloqueio.

Já no caso dos cartões de crédito, vale sempre o câmbio do dia em que a compra foi feita. Apesar de muito utilizado, o cartão internacional é um meio de pagamento caro por causa do IOF – que vai cobrar 6,38% em cada compra realizada.

Os cartões podem ser uma boa opção para quem não quer carregar o dinheiro em espécie, ou para quem junta milhas ou possui um bom programa de vantagens oferecido pelo banco.

Além das opções mais conhecidas, alguns bancos digitais oferecem a residentes no Brasil a possibilidade de abrir uma conta em dólar – o que possibilitará a realização de transações internacionais (como a compra de produtos ou serviços) na moeda escolhida.

Isso evita o custo de encargos tributários existentes na utilização de cartão de crédito no exterior e em cartões pré-pagos em moeda internacional. Entre estes bancos estão o Wise, C6, Nomad, Avenue e BS2.

Por que a taxa de câmbio pode variar de acordo com a instituição?

A taxa de câmbio é o preço de uma moeda estrangeira medido em unidades ou frações da moeda nacional. Seu valor é dado entre vendedores e compradores de cada moeda, sem interferência do BC. Ao Banco Central cabe a divulgação diária das taxas praticadas no mercado. Essa taxa é chamada Ptax, que serve como balizador de preço.

No país, os principais tipos de operações são o câmbio turismo, que diz respeito à compra e à venda de moedas estrangeiras para gastos pessoais (com viagens e compras, principalmente); câmbio comercial, utilizado em importação e exportação; câmbio financeiro, que envolve outros tipos de remessas de valores de ou para o exterior, tais como manutenção de residentes, pagamentos de cursos, reservas de hotéis e serviços no exterior.

Por que o dólar turismo é mais caro que o comercial?

Educação Financeira: Por que o dólar turismo é mais caro que o comercial?

Vale destacar que o valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é mais alto.

O preço pago pelo dólar considera custos administrativos e financeiros. Um dos motivos para ser mais caro é que as pessoas físicas compram volumes menores que as empresas e outros bancos, então, os custos administrativos, proporcionalmente, são maiores nessas operações.

Mas há ainda as taxas de transação das corretoras, além do próprio lucro da casa de câmbio.

O turista comprar dólar comercial é proibido pelo Banco Central. O BC tem regras para compra e venda tanto do dólar comercial quanto do turismo.



Fonte:G1