Desemprego na América Latina e Caribe deve chegar a 10,6% neste ano e aumentará em 2021, diz OIT | Economia

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O desemprego na América Latina e no Caribe deve saltar para 10,6% neste ano, seu maior nível em mais de uma década, afetado pela crise profunda desencadeada pela pandemia de coronavírus, que continuará elevando o indicador durante o próximo ano, revelou um relatório da OIT nesta quinta-feira (17).

Vários países da região estão entre os mais atingido pelas infecções e mortes por Covid-19, e restrições para conter o surto levaram a perdas de empregos, falência de empresas e consequente queda na renda da população.

A estimativa conta em relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), é 2,5 pontos percentuais superior ao número de 2019 e equivale a 30,1 milhões de desempregados. O desemprego médio nos três primeiros trimestres foi superior ao observado no mesmo período de 2019.

Análise: os números do desemprego e as perspectivas para 2021

Análise: os números do desemprego e as perspectivas para 2021

“É importante observar que esses dados refletem apenas parcialmente os efeitos da pandemia na dinâmica do trabalho regional”, disse o órgão multilateral.

“Uma grande quantidade de pessoas preferiu se mudar para um situação de inatividade em vez de procurar empregos inexistentes, e isso contribuiu para moderar o efeito sobre o desemprego”, acrescentou.

Com a expectativa de recuperação das economias da região no próximo ano, embora em meio a incerteza, medidas para controlar a pandemia poderiam continuam a afetar indicadores como a taxa de participação, ocupação e desemprego, detalhou.

Soma-se a isso o retorno à força de trabalho de quem a havia deixado devido à crise de saúde, o que levaria o desemprego para 11,2% em 2021.

A OIT destacou que a crise gerou em vários países novas políticas para tentar mitigar impactos, como a formação à distância, seguro de trabalho para evitar demissões e trabalho remoto.

“Algumas dessas transformações se mostram valiosas para além da crise atual e constituem melhorias que deveriam ser institucionalizadas”, observou o relatório.

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Fonte: G1