Crédito bancário sobe em fevereiro e juro médio tem pequena queda, revela BC | Economia

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Ao mesmo tempo, os juros bancários médios registraram pequena queda no mês passado, mas a taxa do cheque especial de pessoas físicas avançou (veja mais abaixo nessa reportagem).

O volume total do crédito ofertado pelas instituições financeiras teve um aumento de 0,7% no mês passado, para R$ 4,046 trilhões. Em janeiro, o volume total do crédito bancário em mercado estava em R$ 4,018 trilhões.

O crédito livre a pessoas jurídicas alcançou R$ 1,1 trilhão, uma alta de 1,2% no mês passado, com destaque para as modalidades de desconto de duplicatas e recebíveis, antecipação de faturas de cartão, aquisição de veículos, ACC e financiamento a exportações.

Para as pessoas físicas, o crédito totalizou R$1,2 trilhão em mercado em fevereiro, com aumento de 0,7% no mês. “O crescimento no mês reflete principalmente o aumento observado nas modalidades de crédito pessoal (consignado e não consignado), enquanto, em doze meses, destaque também para as modalidades aquisição de veículos e composição de dívidas”, informou o BC.

A taxa de inadimplência média registrada pelos bancos nas operações de crédito registrou aumento em fevereiro, para 2,3%, na comparação com 2,1% em janeiro. Nas operações com pessoas físicas, a inadimplência subiu de 2,9% para 3% no mês passado e, no caso das empresas, avançou de 1,2% para 1,4%.

BC prevê desaceleração em 2021

Em doze meses até fevereiro, segundo o Banco Central, o volume de crédito bancário registrou aumento de 16,1%, o que representa relativa estabilidade na comparação com janeiro — quando o ritmo de expansão estava em 16%.

Para todo este ano, porém, o Banco Central estima forte desaceleração no crédito bancário. Segundo informou a instituição na semana passada, os empréstimos bancários devem registrar uma expansão de 8% em 2021. Em 2020, o crédito bancário cresceu 15,5%.

Na última semana, o diretor de Política Econômica do BC, Fabio Kanczuk, explicou que deve acontecer uma “normalização” do mercado de crédito bancário neste ano, após uma forte expansão em 2020 por conta das linhas emergenciais relacionadas com a pandemia do novo coronavírus.

“No ano passado, houve mudança importante do crédito por conta da pandemia, com secamento do mercado de capitais para as grandes empresas e os programas de estímulo que aumentaram o crédito direcionado. E, agora, uma volta à situação anterior, um enxugamento do direcionado para a pessoa jurídica. E a pessoa física passa a ser novamente o primeiro mais importante canal de crédito”, declarou ele, na ocasião.

Os juros bancários médios com recursos livres (sem contar habitacional, rural e BNDES) de pessoas físicas e empresas, recuaram de 28,5% ao ano, em janeiro, para 28,1% ao ano no mês passado – uma queda de 0,4 ponto percentual. No crédito livre, a instituição financeira tem mais liberdade para fixar a taxa de juro.

A queda dos juros bancários médios aconteceu em um momento de estabilidade da taxa básica de juros da economia, no seu piso histórico de 2% ao ano. A taxa Selic começou a subir somente em março deste ano, quando avançou para 2,75% ao ano.

  • Nas operações para pessoas físicas, a o juro médio passou de 39,5% ao ano, em janeiro, para para 40,1% ao ano em fevereiro.
  • Considerando só as empresas, a taxa média de juros bancários recuou de 15,2% ao ano, em janeiro, para 13,8% ao ano em fevereiro.
  • No cheque especial das pessoas físicas, a taxa subiu de 120,3% ao ano em janeiro para 124,9% ao ano em fevereiro. Nessa linha de crédito, o BC adotou um teto para os juros.
  • Nas operações com cartão de crédito rotativo de pessoas físicas, os juros bancários cobrados das pessoas físicas recuaram de 329% ao ano, em janeiro, para 326,7% ao ano em fevereiro. Mesmo assim, a taxa segue em patamar proibitivo.

O crédito rotativo do cartão de crédito pode ser acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento, mas não quer ficar inadimplente. Essa é uma das linhas de crédito mais caras do mercado e, segundo analistas, deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente.

De acordo com o BC, o chamado spread bancário médio com recursos livres passou de 23,5 pontos percentuais, em janeiro, para 22,9 pontos percentuais em janeiro. O spread é a diferença entre quanto os bancos pagam pelos recursos e quanto cobram dos clientes.

O spread bancário composto pelo lucro dos bancos, pela taxa de inadimplência, por custos administrativos, pelos depósitos compulsórios (que são mantidos no Banco Central) e pelos tributos cobrados pelo governo federal, entre outros.

Nas operações com pessoas físicas, houve alta de 34,1 pontos em janeiro para 34,5 pontos em fevereiro deste ano. Com isso, o spread bancário ainda segue em patamar elevado para padrões internacionais.

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Fonte: G1

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