Contas do governo têm déficit de R$ 19,8 bilhões em julho, informa Tesouro Nacional | Economia

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O déficit primário ocorre quando os gastos do governo superam as receitas com tributos e impostos. Ficam de fora desta conta as despesas com o pagamento de juros da dívida pública.

O resultado de julho deste ano é o terceiro pior para esse mês na série histórica, só perdendo para o registrado em 2020 (R$ 87,9 bilhões) e em 2017 (R$ 20,1 bilhões).

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No mesmo mês do ano passado, foi registrado resultado negativo de R$ 87,9 bilhões. O valor foi influenciado pelos gastos extras para combater à Covid e pelo efeito da pandemia na arrecadação.

No mesmo mês do ano passado, foi registrado resultado negativo de R$ 87,9 bilhões. O valor foi influenciado pelos gastos extras para combater à Covid e pelo efeito da pandemia na arrecadação.

Segundo o Tesouro, a melhora do resultado de julho deste ano na comparação com o mês de 2020 decorre de um aumento real em 41,4% (+R$ 40,8 bilhões) da receita e de uma queda real de 18,1% (-R$ 35,2 bilhões) das despesas totais.

O aumento real da receita líquida em julho de 2021 foi motivado pelo crescimento nas receitas administradas e não administradas pelo Fisco (+R$ 42 bilhões) e pela arrecadação líquida para a Previdência (+R$ 4,1 bilhões).

Já a redução nas despesas em julho de 2021 foi influenciada, principalmente, pelas reduções nos repasses adicionais a estados e municípios (respectivamente -R$ 43,4 bilhões e -R$ 19,9 bilhões, comparados a julho de 2020). Por outro lado, houve aumento de R$ 18,7 bilhões no pagamento de benefícios previdenciários em julho de 2021, em virtude da antecipação de parcela do 13º salário.

No acumulado deste ano, o saldo das contas do governo também está negativo em R$ 73,4 bilhões.

No mesmo período do ano passado, foi registrado resultado negativo recorde de R$ 505,2 bilhões, por conta dos gastos relacionados à pandemia da Covid-19 e os seus efeitos na arrecadação.

O resultado acumulado neste ano é o terceiro pior para o período na série histórica, só perdendo para julho de 2020 (R$ 505,2 bi) e 2017 (R$ 73,4 bi).

Para o ano de 2021, o governo está autorizado a registrar déficit primário de até R$ 247,118 bilhões. Entretanto, despesas extraordinárias com a pandemia estão fora da meta fiscal (o resultado das contas do governo).



Fonte: G1