Confiança no mercado de trabalho cai após três altas seguidas; 90% dos desempregados apontam dificuldade na recolocação | Concursos e Emprego

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A 16ª edição do Índice de Confiança Robert Half aponta para a redução na confiança do mercado de trabalho por profissionais qualificados após três trimestres consecutivos de alta, atingindo 30,7 pontos em junho, no indicador para a situação atual.

Em relação à situação futura também houve recuo, para 49,7 pontos, mas o indicador mostra que as pessoas tendem a ser mais confiantes quando se trata de expectativas para daqui a seis meses. Apesar do recuo, o indicador isolado do grupo dos recrutadores – os responsáveis ou que possuem influência no recrutamento nas empresas – segue otimista e com viés de alta, passando de 52,9 para 54,2 pontos.

Confiança no mercado de trabalho — Foto: Economia G1

De acordo com a pesquisa, 84% dos profissionais empregados afirmaram que conseguir trabalho atualmente está difícil ou muito difícil. Entre os desempregados, o percentual sobe para 90%.

A percepção caminha junto com a disposição das companhias para novas contratações, com 63% dos recrutadores indicando que a intenção de sua empresa em realizar contratações é média (32%) ou baixa (31%). No entanto, 70% afirmaram que a intenção da empresa em fazer cortes é baixa ou muito baixa.

Mesmo que influenciados pela pandemia, mais da metade dos profissionais empregados está confiante em manter o emprego atual (55%), porém, 68% acreditam que parentes, amigos ou colegas estão com dificuldades para manter seus postos de trabalho.

Por outra perspectiva, na visão de 61% dos recrutadores entrevistados, contratar profissionais qualificados hoje está difícil ou muito difícil e, para 62%, essa situação não deve mudar nos próximos seis meses.

“Mesmo que a situação não seja a ideal, é sempre preferível olhar o copo meio cheio, pois desta forma a evolução é possível. O otimismo dos recrutadores pode indicar retomada, projetos saindo da gaveta e a necessidade de novas contratações. Para as empresas, é recomendável planejar as ações e certificar-se de que contam com os melhores talentos no processo de retomada, além de refletir sobre políticas de retenção de talentos, para que os melhores profissionais não sejam atraídos por companhias mais preparadas”, afirma Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half para a América do Sul.

“Aos profissionais, é um momento estratégico para focar em qualificação e nas habilidades mais demandadas pelas empresas nesse novo momento do mercado para não perder possíveis oportunidades”, orienta o executivo.

A força do segundo idioma

Segundo a pesquisa, 57% dos recrutadores afirmam que sua empresa exige dos profissionais fluência ou nível avançado em outro idioma além da língua portuguesa. Os três idiomas mais valorizados são: inglês (99%), espanhol (56%) e alemão (8%), que ultrapassou o francês e se posicionou como a terceira língua mais exigida pelas empresas.

Contratação para projetos segue em alta

De acordo com a pesquisa, o modelo de contratação para projetos, ou seja, para temporários, segue em alta e 84% dos profissionais acreditam que a experiência é positiva para o currículo, além de carregar vantagens como networking (75%), aquisição de experiência (75%) e flexibilidade (68%).

Já para os recrutadores, os 5 motivos que os levam a contratar um profissional para projeto são:

  • oportunidades pontuais
  • necessidade de agilidade e flexibilidade
  • aliviar sobrecarga da equipe
  • falta de funcionários na empresa
  • imprevisibilidade do cenário econômico

“Muitas empresas têm optado por contratar profissionais para projetos especializados, seja por falta de funcionários contratados, pela necessidade de um conhecimento específico ou até para aliviar a carga de trabalho de colaboradores permanentes. Se você é um profissional em busca de recolocação, fique atento às estratégias de contratação das companhias para a retomada”, indica Mantovani.



Fonte: G1