Compras com cartões têm alta anual de 17% no 1º trimestre; inadimplência recua | Economia

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As compras realizadas com cartão de crédito, débito e pré-pago cresceram 17,3% no primeiro trimestre de 2021, somando R$ 558,3 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (11) pela Abecs, associação que representa as empresas de meios eletrônicos de pagamento.

O resultado confirma a tendência de recuperação do setor, que teve início no segundo semestre de 2020, mesmo com o recrudescimento da pandemia. Se avaliado apenas o mês de março, o crescimento foi ainda maior, de 24,6%.

Cartões de crédito — Foto: REUTERS/Philippe Wojazer

Na comparação entre as modalidades, todas tiveram crescimento de dois dígitos, segundo o presidente da Abecs, Pedro Coutinho.

O cartão de crédito foi o meio de pagamento que apresentou o maior valor transacionado no primeiro trimestre, registrando R$ 335,9 bilhões (alta de 12,8%), seguido pelo cartão de débito, com R$ 204,4 bilhões (alta de 19,7%). Já o cartão pré-pago somou R$ 18 bilhões, com o maior crescimento, de 150,3%.

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Em quantidade de transações, foram ao todo 6,5 bilhões de pagamentos com cartões nos três primeiros meses do ano, o equivalente a 50 mil por minuto, 11,8% a mais do que no ano anterior.

Os gastos de brasileiros no exterior tiveram forte redução de 62,8%, para US$ 654,1 milhões (R$ 3,6 bilhões). Já as compras realizadas por estrangeiros no Brasil caíram 42%, somando US$ 585,9 milhões (R$ 3,2 bilhões).

A Abecs informou que, mesmo com o aumento expressivo do uso de cartões, o índice de inadimplência do cartão de crédito apresentou quedas consecutivas ao longo dos últimos meses e chegou ao seu menor patamar em março deste ano: 4,2%.

“É a primeira vez na série histórica (divulgada pelo Banco Central e iniciada em março de 2011) que esse indicador do cartão se iguala à taxa média de inadimplência da pessoa física”, disse Coutinho. Essa taxa calculada pelo BC inclui outras categorias de empréstimo em recursos livres, como crédito consignado, crédito pessoal, aquisição de veículos, cheque especial e arrendamento mercantil.

“Este cenário mostra uma melhor gestão de crédito por parte dos emissores e é positivo para a indústria”, comentou Coutinho.



Fonte: G1