Como evitar que golpistas usem o open banking para obter seus dados? Veja dicas | Open banking

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O open banking é uma plataforma supervisionada pelo Banco Central que vai permitir que os clientes compartilhem, sob autorização, dados pessoais com bancos e fintechs para receber melhores ofertas de produtos e serviços — como taxas de juros menores para empréstimos, por exemplo.

Mas é preciso ficar atento para não cair em armadilhas de golpistas, como envio de e-mails e SMS para obter informações dos consumidores – dados que poderão ser depois usados ilicitamente.

Como são usadas as informações?

Pelas regras do Banco Central, o compartilhamento das informações só poderá ser feito com a autorização do cliente e se for informada a finalidade e o prazo de uso dos dados. O usuário também tem direito de cancelar esse consentimento a qualquer momento e em qualquer instituição financeira pela internet.

O pedido de autorização será feito sempre por meio eletrônico e dentro do ambiente de autenticação do banco. Não será solicitada nenhuma informação ao cliente que o banco já não tenha.

O envio e o recebimento de informações dentro da plataforma estará protegido pela Lei do Sigilo Bancário, que proíbe o compartilhamento de dados para instituições não participantes do sistema e a venda das informações a terceiros. A estrutura do open banking também está sob a proteção da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entrou em vigor no ano passado e dá autonomia para o cliente em relação aos seus dados.

“O banco não fará convite por SMS, por exemplo. Em geral, esses convites são falsos e levam a páginas falsas de internet”, alerta a Federação Brasileiro dos Bancos (Febraban).

VEJA DICAS BÁSICAS PARA EVITAR GOLPES

Escolha instituições financeiras credenciadas

Somente instituições autorizadas pelo Banco Central podem participar do open banking. No total, até o momento, 1.065 instituições terão participação obrigatória no sistema integrado de compartilhamento de dados financeiros.

Se receber alguma proposta de uma instituição desconhecida, pesquisa sobre ela antes de aceitar.

O Banco Central determina uma série de regras de segurança digital que devem ser seguidas para manter a segurança e privacidade dos clientes, e as instituições autorizadas para participar do open banking são supervisionadas pelo BC.

Não compartilhe informações por telefone ou e-mail

Se receber ligação ou e-mail pedindo informações pessoais ou dados de sua conta bancária, desconfie. Nenhuma instituição financeira entra em contato para pedir compartilhamento de dados. No open banking, o consentimento será realizado pelos canais digitais oficiais das instituições financeiras.

Em caso de dúvidas, entre em contato com a instituição financeira diretamente pelos canais oficiais de atendimento. E nunca informe sua senha ou número do seu cartão.

Não clique em links que chegam por e-mail, SMS ou WhatsApp

Todas os serviços do open banking estarão dentro dos canais digitais oficiais das instituições financeiras.

Por isso, não é recomendado clicar em links ou fazer download de programas ou arquivos sem saber a procedência. Golpistas costumam enviar mensagens com links e arquivos para ter acesso a informações do celular ou computador dos consumidores.

Nenhuma das instituições financeiras cadastradas no open banking tem autorização para entrar em contato via telefone, e-mail ou WhatsApp solicitando dados ou confirmação de informações.

Se receber ainda mensagens informando sobre problemas ou irregularidades no cadastro do open banking, por exemplo, é indicado entrar em contato com o gerente do seu banco.

Atenção ao prazo de compartilhamento de informações

O BC exige que, com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que os dados e seu tratamento devem estar limitados às finalidades determinadas e consentidas pelos clientes.

As instituições que vão receber os dados devem apresentar a finalidade do compartilhamento e o prazo do compartilhamento, que pode ser de até 12 meses. Depois desse período, o consumidor deve autorizar o compartilhamento novamente. Além disso, se a finalidade do compartilhamento for alterada, será necessário conceder um novo consentimento por parte do cliente.

Todo esse processo é feito pelos canais digitais oficiais das instituições financeiras com prazos e finalidades determinadas.

Por isso, desconfie se receber contato de alguém pedindo autorização para aumentar ou renovar o prazo. Além disso, não caia no golpe de pessoas que dizem ter seus dados do open banking.

Open Banking no Brasil — Foto: Arte/G1



Fonte: G1