Com vacinação e estímulo nos EUA, OCDE eleva estimativas para PIB global e do Brasil | Economia

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A economia mundial deve se recuperar este ano com um crescimento de 5,6% e expandir 4,0% em 2022, disse a OCDE em sua perspectiva econômica. Isso marcou um forte aumento em relação a seu cenário anterior feito em dezembro, quando projetou crescimento global de 4,2% este ano e 3,7% no próximo.

Para o Brasil, a OCDE projeta um crescimento de 3,7% em 2021 e de 2,7% em 2022, ambos revisados para cima em relação a dezembro, respectivamente 1,1 e 0,5 ponto percentual.

Estimativas da OCDE para o PIB — Foto: Economia G11

Mas riscos importantes surgem sobre a perspectiva melhor, destacadamente na forma da rapidez com que as autoridades vacinam as pessoas, quando as restrições serão levantadas e se novas variantes serão controladas.

“Não vacinar rápido o suficiente arrisca prejudicar o estímulo fiscal que foi adotado”, disse a economista-chefe da OCDE, Laurence Boone, em entrevista à imprensa online.

Destacando a Europa por sua lenta distribuição de vacinas, ela disse que o dinheiro de governos injetado na economia corre o risco de acabar na poupança dos consumidores se não puderem voltar em breve à vida mais normal.

A expectativa é de que o Produto Interno Bruto global retorne aos níveis pré-pandemia até meados deste ano, embora com amplas divergências entre os países.

“O ritmo de vacinações não é rápido o suficiente para consolidar a recuperação, precisamos ir muito mais rápido e precisamos agir muito melhor”, disse Boone.

O pacote de estímulo de US$ 1,9 trilhão dos Estados Unidos irá repercutir em outros países, somando mais de um ponto percentual ao crescimento global. A economia dos EUA crescerá 6,5% este ano e 4,0% no próximo, disse a OCDE, elevando sua estimativas ante 3,2% e 3,5% respectivamente em dezembro.

Por sua vez, o estímulo será um impulso para os principais parceiros comerciais dos EUA, ampliando o crescimento em 0,5-1 ponto percentual no Canadá e México, e entre 0,25-0,5 na zona do euro e na China, disse a OCDE.



Fonte: G1

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