Com pandemia, governo prevê rombo acima de R$ 900 bilhões nas contas públicas em 2020 | Economia

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O rombo nas contas do setor público consolidado deve atingir R$ 905,4 bilhões em 2020, estimou o Ministério da Economia nesta sexta-feira (30). Os dados constam de balanço das medidas de combate ao novo coronavírus.

Dentro do setor público estão o governo federal, os estados, os municípios e empresas estatais. Na previsão anterior, divulgada em setembro, a equipe econômica estimava que o déficit primário somaria R$ 895,8 bilhões neste ano.

O déficit ocorre quando as receitas de impostos e contribuições do governo são menores do que as despesas. A conta não inclui os gastos com o pagamento dos juros da dívida pública.

O resultado negativo projetado para este ano, se confirmado, será o pior valor da série histórica do Banco Central. E está diretamente ligado aos gastos do governo para combate aos efeitos da pandemia do novo coronavírus, e que, segundo a área econômica, já chegam a R$ 587,5 bilhões.

Veja no vídeo abaixo reportagem sobre o resultado das contas do setor público em setembro, que registrou déficit recorde:

Rombo nas contas públicas registrado em setembro é histórico

Rombo nas contas públicas registrado em setembro é histórico

A estimativa é de que as contas do governo registrem um rombo primário (sem considerar os gastos com juros da dívida) de R$ 880,5 bilhões neste ano, que os estados e municípios apresentem um déficit de R$ 23,6 bilhões, e que as estatais tenham um resultado negativo de R$ 1,2 bilhão.

Além dos gastos com o coronavírus, e a renúncia de arrecadação com redução de tributos, o cálculo também considera, até o momento, uma retração de 4,98% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano – última projeção do mercado financeiro, colhida pelo Banco Central.

Ações para combate à Covid

De acordo com Waldery Rodrigues, R$ 587,5 bilhões das ações do governo concentram-se em gastos, sendo o maior deles o auxílio emergencial para os vulneráveis, com estimativa de um valor total de R$ 321,8 bilhões.

Além disso, também foram autorizadas reduções de impostos neste ano, sendo o principal deles a zeragem do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), o que ampliou o valor total das ações (considerando gastos e renúncia de arrecadação) para R$ 615 bilhões em 2020.

Do total de gastos estimados para este ano no combate à pandemia, painel do Tesouro Nacional informa que R$ 452,6 bilhões já foram feitos até esta quinta-feira (29).

Já a dívida bruta do setor público consolidado, que engloba a União, os estados, municípios e empresas estatais, deve terminar este ano em 96% do Produto Interno Bruto (PIB), estimou o Ministério da Economia.

A previsão oficial anterior da área econômica para a dívida pública, no fim deste ano, era de 98,2%. Essa estimativa havia sido divulgada em julho deste ano.

Nesta sexta-feira, o Banco Central informou que a dívida bruta do setor público brasileiro, indicador que também é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco, subiu novamente em setembro, e atingiu o patamar recorde de 90,6% do PIB.

PREVISÃO DO MINISTÉRIO DA ECONOMIA PARA DÍVIDA BRUTA

% DO PRODUTO INTERNO BRUTO

Fonte: MINISTÉRIO DA ECONOMIA



Fonte: G1

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