Bovespa oscila nesta quinta, após tombo na véspera | Economia

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Às 14h13, o Ibovespa subia 0,19%, a 113.623 pontos. Veja mais cotações.

No dia anterior, o Ibovespa teve queda de 3,78%, a 113.413 pontos – maior recuo diário desde o dia 8 de março, quando o STF anulou as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com o resultado de hoje, o Ibovespa passou a acumular recuo de 4,52% no mês e perda de 4,71% no ano.

G1 em 1 Minuto: Presidente do STF responde a Bolsonaro e fala em crime de responsabilidade

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O IBGE divulgou que a inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,87% em agosto. É a maior taxa para um mês de agosto desde 2000. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 9,68%, a mais alta desde fevereiro de 2016, quando ficou em 10,36%. No ano, o IPCA acumula alta de 5,67%. Desde março, o indicador acumulado em 12 meses tem ficado cada vez mais acima do teto da meta estabelecida pelo governo para a inflação deste ano, que é de 5,25%.

A equipe econômica e o próprio Palácio do Planalto estão preocupados com o risco de o movimento aumentar e causar problemas para a economia. O próprio presidente fez esse alerta em áudio enviado a caminhoneiros na noite de quarta.

Os mercados avaliam ainda os desdobramentos políticos de 7 de setembro. Protestos contra e a favor do governo do presidente Jair Bolsonaro marcaram o feriado da Independência no Brasil.

Os atos aconteceram em meio a embates de Bolsonaro com os ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O contexto é de queda na popularidade e nas avaliações sobre a administração Bolsonaro – e de uma acentuada crise econômica.

Durante os atos, o presidente fez ameaças golpistas, ao atacar o sistema eleitoral brasileiro, integrantes do STF e governadores e prefeitos que tomaram medidas de combate ao coronavírus. Bolsonaro dirigiu os principais ataques a Moraes – e afirmou que não irá cumprir decisões dele.

As ameaças de Bolsonaro foram repudiadas por governadores e parlamentares, com aumento de apoio a um possível impeachment do presidente.

Em pronunciamento na quarta-feira para comentar as manifestações antidemocráticas desta terça, o presidente da Câmara, Arthur Lira, defendeu a “pacificação” entre os poderes e disse que o país tem compromisso “inadiável” com as urnas eletrônicas em 3 de outubro de 2022, ao se referir às eleições do ano que vem.

O ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), foi mais duro e afirmou que “ninguém fechará” a Corte e que o desprezo a decisões judiciais por parte de chefe de qualquer poder configura crime de responsabilidade.

Variação do Ibovespa em 2021 — Foto: G1 Economia



Fonte: G1