Bovespa opera instável no início dos negócios | Economia

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A bolsa de valores brasileira, a B3, opera com instabilidade nesta terça-feira (16), com os investidores monitorando os desdobramentos políticos envolvendo o Ministério da Saúde enquanto aguardavam as decisões de política monetária do Banco Central e do Federal Reserve.

Às 10h08, o Ibovespa tinha queda de 0,01%, a 114.844 pontos. Veja mais cotações.

Na segunda, a bolsa avançou 0,60%, a 114.850 pontos. No mês, o índice acumula alta de 4,38%. No ano, a queda é de 3,50%.

No cenário local, os investidores monitoram os desdobramentos políticos após a saída do ministro da Saúde, Eduardo Pazzuello, e sua substituição por Marcelo Queiroga.

Segue também a espera pela “super quarta”, com definição de política monetária nos Estados Unidos e Brasil. Enquanto a expectativa é de manutenção da meta dos juros americanos entre 0% e 0,25%, espera-se a primeira alta de juros do Brasil em 7 anos.

Essa expectativa de alta foi reforçada pelos dados do IGP-DI divulgados mais cedo, que apontaram que a inflação pelo indicador ficou em 2,99% em março – e passou dos 31% em 12 meses..

Nesta segunda, o mercado financeiro elevou a estimativa de inflação para 2021 pela décima semana seguida e também passaram a projetar uma alta maior dos juros básicos da economia. As informações estão no boletim “Focus”, do Banco Central.

Para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, a expectativa do mercado para este ano passou de 3,98% para 4,60%. A alta projetada da taxa Selic passou de 4% ao ano em dezembro de 2021 para 4,5% ao ano.

No radar dos analistas para a reunião do Copom estão a forte inflação dos alimentos, dos combustíveis e do dólar, somada à tensão política.

“Não tem almoço grátis. O banco vai embutir [esses custos] nos empréstimos”, disse Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor-executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac) ao G1.

Também nesta segunda, o Banco Central indicou que a economia cresceu 1,04% em janeiro, e voltou ao patamar pré-pandemia. Na comparação com janeiro de 2020, porém, o indicador registrou uma contração de 0,46%. Já no acumulado dos 12 meses até janeiro de 2020, houve queda de 4,04% – sem ajuste sazonal.

O pacote de estímulos dos EUA, de US$ 1,9 trilhão, segue dando ar de otimismo nos mercados, já que os cheques de US$ 1,4 mil devem começar a chegar aos lares americanos. Na Europa, as expectativas estão em alta pois ministros das finanças estarão reunidos em assembleia do Eurogrupo, em que discutem novos pacotes de ajuda aos países da zona da euro.

Outro ânimo dos mercados vem de resultados de vendas do varejo e produção industrial da China, que dão bons indicativos de recuperação econômica no país asiático. A indústria cresceu 35,1% no primeiro bimestre, contra expectativa de 30,5%, segundo o Wall Street Journal. No mesmo comparativo, o varejo subiu 33,8% (contra 31,3%).

Variação do Ibovespa em 2021 — Foto: Economia G1



Fonte: G1

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