Bolsonaro busca perfil similar ao do presidente da Caixa para comandar o Banco do Brasil | Blog Ana Flor

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O presidente Jair Bolsonaro já rejeitou duas sugestões de nomes do mercado para o comando do Banco do Brasil e avisou sua equipe que busca um executivo no perfil do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães.

Nesta quinta-feira (18), o presidente do Banco do Brasil, André Brandão, renunciou ao cargo. Segundo pessoas próximas, ele vinha pedindo sua substituição desde janeiro, quando o presidente reagiu a uma reorganização do BB, com fechamento de agências e um programa de demissão voluntária.

Bolsonaro quer alguém que veja a instituição financeira como um braço do governo, ampliando a política assistencial para a população e setores da sociedade, visando dividendos eleitorais e aumento na popularidade do governo.

André Brandão, presidente do Banco do Brasil, é 16ª baixa da equipe econômica

André Brandão, presidente do Banco do Brasil, é 16ª baixa da equipe econômica

Um dos cotados é Fausto de Andrade Ribeiro, atual diretor da BB Consórcios, próximo de Guimarães e de lideranças bolsonaristas. O nome ainda precisa passar pela análise de governança do banco, mas, segundo assessores de Bolsonaro, tem como vantagem conhecer a instituição.

Os relatos ouvidos pelo blog por interlocutores de Brandão era que ele já se considerava demitido desde janeiro e queria evitar uma situação semelhante a do presidente da Petrobras, Roberto Castelo Branco, que acabou substituído por Bolsonaro de forma abrupta.

Responsáveis pela escolha de Brandão, o ministro da Economia Paulo Guedes e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, vinham sugerindo nomes que atuavam no mercado financeiro para substituir o executivo. Todos rejeitados por Bolsonaro, decidido a trazer alguém mais próximo do ideal que tem para a instituição.

Pedro Guimarães, que é chamado no círculo próximo de Bolsonaro de PG2 – em alusão às iniciais do atual ministro da Economia -, é elogiado pelo presidente por colocar de pé o auxílio emergencial e por fazer da Caixa Econômica Federal um banco que ampliou políticas de assistência social do governo e aproximou o presidente de prefeitos.

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Fonte: G1

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