Bolsas europeias fecham sem direção única e têm o pior mês desde março | Economia

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As bolsas europeias fecharam a sessão desta sexta-feira (30) sem direção única e encerram a semana e o mês de outubro com perdas intensas.

Embora os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro e das quatro maiores economias da União Europeia tenham surpreendido positivamente no terceiro trimestre, a perspectiva para os últimos meses do ano é negativa, diante da segunda onda de covid-19 e o restabelecimento de restrições à circulação social, fator determinante para a queda nesta semana.

Os investidores globais também trabalham com cautela a poucos dias da eleição americana, na próxima terça-feira (3).

O índice pan-europeu Stoxx Europe 600 oscilou entre perdas e ganhos durante a sessão e fechou o dia em alta de 0,18%, a 342,36 pontos, ajudado pela recuperação parcial do setor de petróleo e gás, que subiu 1,9% após as perdas nos dias anteriores.

O desempenho melhorou depois que o Eurostat, escritório de estatísticas da União Europeia, divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) da região cresceu 12,7% no segundo trimestre, ante o trimestre anterior, acima da expectativa de 9,2% de economistas consultados pelo “Wall Street Journal”.

Na semana, porém, o Stoxx Europe 600 caiu 5,56%, a pior desde 12 de junho, desempenho que levou o índice a terminar outubro com queda de 5,19%, o pior mês desde março.

O DAX, referência da Bolsa de Frankfurt, finalizou o dia com queda de 0,36%, a 11.556,48 pontos, mesmo após o PIB da Alemanha, no terceiro trimestre, ter crescimento recorde de 8,2% ante o trimestre anterior. Com isso, o índice terminou a semana com perdas de 8,61% e despencou 9,44% em outubro.

Na Bolsa de Londres, o FTSE 100 recuou 0,08% nesta sexta, aos 5.577,27 pontos, terminando a semana com perdas de 4,83% e encerrando mês com queda de 4,92%.

O CAC 40, da Bolsa de Paris, subiu 0,54% hoje, a 4.594,24 pontos. O PIB francês se recuperou e cresceu 18,2% no terceiro trimestre, após o tombo do segundo trimestre. No entanto, o índice acumulou queda de 6,42% na semana e termina outubro 4,36% abaixo do que começou.

Na Bolsa de Milão, o FTSE MIB avançou 0,40% hoje, a 17.943,11 pontos, depois que o PIB italiano cresceu 16,1% no terceiro trimestre, na margem. Mas, assim como os seus pares, caiu 6,96% na semana e 5,64% no mês.

A Europa de novo no epicentro da pandemia

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As quedas acentuadas ocorreram entre segunda (26) e quarta-feira (28) por causa da segunda onda da covid-19 no continente e das informações de que França e Alemanha planejavam novos “lockdowns” nacionais, o que se confirmou na quarta-feira.

Diante do cenário, economistas alertam que as previsões para o fim do ano voltam a ser sombrias. “Embora esses números de forte crescimento do PIB no terceiro trimestre sejam uma boa notícia, a recente reintrodução de medidas de contenção rígidas em todo o bloco, provavelmente, fará a recuperação se reverter.

Os primeiros dados da pesquisa para o quarto trimestre mostram que a perspectiva já estava piorando antes das restrições serem introduzidas”, escreveu, em nota após os dados, Rosie Colthorpe, economista da Oxford Economics.

“Esperamos, agora, que a economia da zona do euro encolha mais uma vez no quarto trimestre. Se as restrições atuais não controlarem a propagação do vírus, os governos provavelmente irão apertar ou estender as medidas de contenção. Isso significa que os riscos para a perspectiva do quarto trimestre estão claramente negativos”, acrescentou Colthorpe.

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Fonte: G1

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