Bolsas dos EUA fecham em alta com esperanças por pacote de estímulo | Economia

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Os mercados de ações nos Estados Unidos encerraram em alta nesta quinta-feira (19), com novas esperanças de estímulo impulsionando o sentimento do investidor ao fim de uma sessão repleta de preocupações com crescentes fechamentos de negócios e dispensas devido ao aumento de taxas de infecção por Covid-19.

Todos os três principais índices acionários receberam impulso depois de o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, afirmar que o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, concordou em retomar negociações para elaborar um novo pacote de alívio fiscal.

Covid-19 nos EUA: Número de mortes aumenta 42% em quatro semanas

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O Dow Jones subiu 0,15%, para 29.483,23 pontos, o S&P 500 ganhou 0,39%, para 3.581,87 pontos, e o Nasdaq Composite teve alta de 0,87%, para 11.904,71 pontos.

“Já vimos este manual antes, em que os investidores migram para a segurança de (ações do setor de) tecnologia e de crescimento quando a economia mostra sinais de desaceleração”, disse Ryan Detrick, estrategista sênior de mercado da LPL Financial, em Charlotte, Carolina do Norte.

“Mas tudo muda agora que há esperança para o próximo plano de estímulo. Claramente, os mercados estão se recuperando com esse otimismo.”

Mesmo assim, as taxas crescentes de infecção de Covid-19 direcionaram investidores para ações de crescimento, as líderes de mercado que mostraram resiliência à pandemia.

O índice Philadelphia para semicondutores, que prosperou durante a crise da saúde, superou com folga o desempenho do mercado mais amplo, com alta de 1,6%.

O número de trabalhadores norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego aumentou inesperadamente na semana passada, com os dados pintando um quadro sombrio de demissões cada vez mais elevadas, à medida que o aumento de casos de coronavírus e subsequentes fechamentos de negócios continuam a prejudicar o mercado de trabalho.

O número recorde de infecções fez com que as hospitalizações de pacientes com Covid-19 disparassem 50% e levaram escolas e empresas a fechar mais uma vez, impedindo a recuperação da maior economia do mundo da recessão mais profunda desde a Grande Depressão.

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Fonte: G1