Bolsas de NY fecham sem direção única, com expectativa sobre estímulos fiscais

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O Dow Jones e o S&P 500 fecharam a sexta sessão consecutiva de ganhos, com alta de 1,30% e 0,27%, respectivamente; o Nasdaq fechou em queda de 0,39%. Wall Street
Lucas Jackson/Reuters
Os índices acionários de Nova York fecharam sem direção única nesta segunda-feira (10), com os investidores pesando a expectativa de novos estímulos fiscais nos Estados Unidos contra a escalada de tensões com a China.
O Dow Jones e o S&P 500 fecharam a sexta sessão consecutiva de ganhos. Após ajustes, o Dow Jones fechou em alta de 1,30%, a 27.791,44 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,27%, a 3.360,47 pontos.
O Nasdaq, por sua vez, estendeu as perdas da última sessão, após interromper, na última sexta-feira (10), uma sequência de sete sessões consecutivas de ganhos, com os investidores realizando lucros após um rali que levou o índice tecnológico a anotar quatro recordes e a ultrapassar a marca dos 11 mil pontos. Hoje, o índice recuou 0,39%, a 10.968,36 pontos.
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Os índices setoriais do S&P 500 também fecharam mistos, com seis setores fechando a sessão em alta e cinco em queda. Do lado positivo, o destaque ficou com as ações do setor de energia (+3,08%), que liderou os ganhos puxado pela alta dos preços do petróleo.
As ações do setor industrial também chamaram a atenção, fechando com ganhos de 2,43%, enquanto as ações de tecnologia moderaram as perdas ao longo do dia e encerraram em queda de 0,33%.
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Divergências no Congresso
O presidente Donald Trump assinou, no sábado (8), ordens executivas para o pagamento de US$ 300 semanais em auxílio-desemprego adicional durante a pandemia de covid-19 e cortando impostos sobre a folha de pagamentos.
A medida de Trump, porém, já enfrenta críticas por não oferecer auxílio suficiente, além de potencialmente atropelar a autoridade constitucional do Legislativo americano sobre o orçamento do país.
“A base legal para o Trump fazer muito com ordens executivas é frágil. Ele não chegará longe”, disse Holger Schmieding, economista-chefe do Berenberg Bank, que adiciona, porém, que os políticos devem chegar a um acordo em breve, com a aproximação das eleições. “É muito provável que tenhamos um acordo nesta semana para estender o suporte até o fim do ano.”
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O Congresso americano, por sua vez, segue em um impasse, com legisladores dos partidos Republicano e Democrata ainda divergindo em relação ao tamanho do pacote.
Embora ambos os lados concordem com a necessidade de mais estímulos, os democratas propuseram, inicialmente, um pacote de US$ 3,4 trilhões e aceitaram reduzi-lo para US$ 2 trilhões, mas os congressistas republicanos querem uma ajuda extra de apenas US$ 1 trilhão.
Um fator que compensa o otimismo dos investidores com o pacote de estímulos é a escalada das tensões entre os EUA e a China, depois que o país asiático anunciou que irá aplicar sanções contra 11 cidadãos americanos, incluindo os senadores republicanos Ted Cruz, Marco Rubio, Tom Cotton, Josh Hawley e Pat Toomey, além do deputado Chris Smith, e pessoas ligadas a organizações não governamentais.
A medida vem depois que os EUA sancionaram autoridades chinesas e de Hong Kong na última sexta-feira sob a acusação de restringir as liberdades civis na cidade semiautônoma.


Fonte: G1

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