Bolsas da Europa fecham perto da estabilidade, com demanda limitada por risco | Economia

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Os principais índices europeus encerraram a sessão desta terça-feira (12) sem direção única e próximos da estabilidade, com os investidores globais demonstrando menor apetite por ativos de risco pelo segundo dia consecutivo, após a longa valorização das últimas semanas.

  • O índice Stoxx 600 terminou o dia em ligeira alta de 0,05%, a 408,61 pontos.
  • Em Frankfurt, o DAX recuou 0,08%, a 13.926,06 pontos.
  • Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,65%, a 6.754,11 pontos.
  • Em Paris, o CAC 40 caiu 0,20%, a 5.650,97 pontos.
  • Em Milão e Madri, as referências fecharam em queda de 0,33% e 0,14%, respectivamente.

Para Lukman Otunuga, analista de mercados da FXTM, o sentimento de risco estacionou novamente nesta terça.

“Embora haja cada vez mais ruído sobre o comportamento de bolha em alguns mercados de ações, sabemos que mais estímulos fiscais nos EUA estão chegando e oferecem suporte fundamental para as ações. Isso deve encorajar uma maior rotação para fora do setor de growth [de crescimento futuro] para ações de value [valor justo], como energia e finanças”, afirmou.

O avanço da pandemia de Covid-19 e novas medidas de restrição ajudam a limitar a demanda por risco nos mercados. Hoje, segundo informações publicada pelo jornal alemão “Bild”, por meio de fontes, a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, defendeu diante de deputados que o “lockdown” no país seja estendido até abril.

Diante da iminência de novas medidas, o Bank of America (BofA) cortou sua previsão para o Produto Interno Bruto da zona do euro para 2,9% em 2021 devido a bloqueios mais duros e mais longos, revisando para baixo suas expectativas em um ponto percentual.

O BofA espera outra contração de 1,4% no PIB no quarto trimestre de 2020, seguida por uma queda de 0,9% no primeiro trimestre de 2021. O banco assume que o varejo não essencial reabrirá em fevereiro e as restrições de serviços serão gradualmente suspensas no segundo trimestre, levando ao pico de crescimento na reabertura no terceiro trimestre.

“A interação entre a dinâmica do vírus e o lançamento da vacina será o principal impulsionador da atividade na Europa. Um vírus de transmissão mais fácil e um início lento das campanhas de vacinação significam atrasos de curto prazo no reinício econômico, provavelmente levando a reduções nas estimativas de crescimento”, afirma, em sentido parecido, a BlackRock.

Segundo a gestora, no entanto, o cenário deve ser limitado pelo suporte continuado de políticas, que cria uma ponte sobre a renda de famílias e empresas. “No geral, continuamos a ver o déficit cumulativo na atividade econômica, o que mais importa para os preços dos ativos, ser apenas uma fração do verificado após a crise financeira global.”

As ações das gigantes de petróleo ajudaram a manter os índices próximos da estabilidade hoje, com Royal Dutch Shell subindo 2,85% e a BP avançando 2,07% em Londres. A Total teve alta de 0,37% em Paris, enquanto a Eni subiu 0,85% em Milão.

A gigante marítima dinamarquês Maersk avançou 3,36%, depois que o Berenberg elevou as ações da empresa para “compra” e definiu uma meta 17% acima do preço de fechamento de ontem.

As ações da Renault subiram 1,74%, após a montadora francesa ter anunciado que dobrou suas vendas no mercado europeu de veículos elétricos em 2020 e que o total de pedidos no fim de dezembro de 2020 era 14% maior que o mesmo mês em 2019. Os papéis da Volkswagen subiram 0,59%.

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Fonte: G1

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