Bolsas da Europa fecham em queda, com investidores receosos sobre a pandemia

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O índice Stoxx 600 Europe terminou o dia em queda de 1,20%. Homem usa máscara de proteção na frente da bolsa de valores de Londres
Toby Melville/Reuters
Os principais índices europeus de bolsas de valores terminaram a sexta-feira em queda consistente, pressionados pelo avanço da pandemia no continente e por novas restrições impostas por países para tentar conter o avanço da Covid-19 em solo europeu.
Ainda assim, as referências da região conseguiram acumular ganhos na semana, após as altas observadas entre segunda e quarta-feira.
O índice Stoxx 600 Europe terminou o dia em queda de 1,20%, a 368,07 pontos, mas acumulou valorização de 1,25% na semana.
Em Londres, o FTSE 100 recuou 1,55%, a 6.090,04 pontos, enquanto, em Frankfurt, o DAX caiu 0,71%, fechando o dia aos 12.901,34 pontos. Em Paris, o CAC 40 cedeu 1,58%, a 4.962,93 pontos, e, em Milão e Madrid, as referências caíram 1,13% e 1,33%, respectivamente.
No acumulado semanal, as referências de Londres, Frankfurt, Paris, Milão e Madrid tiveram ganhos de 1,01%, 1,79%, 1,50%, 2,62% e 2,93%, respectivamente.
França registra terceiro dia com mais de 2.500 casos de Covid-19
O governo do Reino Unido anunciou que viajantes vindos da França, Holanda e Malta devem cumprir uma quarentena obrigatória de 14 dias ao desembarcarem em território britânico. Em resposta, autoridades francesas disseram que a decisão do Reino Unido levaria a uma exigência de reciprocidade.
A imposição de novas restrições ocorre no contexto de crescimento no número de casos de coronavírus em países europeus. O governo francês declarou hoje Paris e a área de Marselha como zonas de alto risco para o contágio por coronavírus, permitindo que as autoridades locais introduzissem medidas para limitar a propagação da doença. No início desta semana, as duas cidades tornaram as máscaras obrigatórias em algumas áreas públicas.
A França relatou ontem mais de 2,5 mil novas infecções pelo segundo dia consecutivo. O país não registrava níveis de infecção tão altos desde meados de abril, durante o pico inicial do contágio.
As empresas do setor de lazer e turismo, sensíveis aos desdobramentos da pandemia, fecharam a sessão na maior queda setorial dentro do Stoxx 600, em recuo de 2,30%. Os papéis da TUI recuaram 8,44%, da Easyjet caíram 6,55%, da IAG cederam 4,82% e da rede francesa de hotéis Accor perderam 3,93%.
A alta no número de casos é também vista como preocupante para a recuperação econômica do continente.


Fonte: G1

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