Bitcoin tem forte queda após superar US$ 34 mil pela primeira vez | Economia

0
15


O bitcoin recuava nesta segunda-feira (4), após marcar o recorde de US$ 34.800 na véspera.

A moeda digital chegou a cair mais de 16% pela manhã, mas reduziu a perda e mostrava declínio de 5,73%, a US$ 31.200, por volta de 9h45 (horário de Brasília).

O recorde do bitcoin veio menos de três semanas depois de ultrapassar os 20.000 dólares pela primeira vez, em 16 de dezembro. A criptomoeda mais importante do mundo mais que quadruplicou de preço no ano passado.

Operadores afirmavam que a queda do bitcoin nesta segunda-feira não era incomum para o ativo, cujas fortes oscilações de preço em parte impediram que se tornasse amplamente utilizado como moeda.

“Ainda é um ativo inevitavelmente volátil por sua natureza”, disse Joseph Edwards, da corretora de criptomoedas Enigma Securities. “Na maior parte, isso parece um movimento puramente técnico, sinalizado e causado por euforia de curto prazo.”

O mercado de derivativos de criptomoeda se desenvolveu desde 2017, com bolsas oferecendo negociações altamente alavancadas, o que contribuiu para a enorme volatilidade da cotação.

O que também tem contribuído para alimentar a alta do bitcoin é a percepção de que ele pode agir como uma proteção contra o risco de inflação, à medida que governos e bancos centrais abrem as torneiras de estímulo para conter o impacto econômico da pandemia Covid-19.

“Parte disso reflete o medo de um dólar mais fraco”, disse Moh Siong Sim, analista do Banco de Cingapura, sobre sua recuperação mais recente.

O avanço do bitcoin reflete também expectativas de que ele se tornará um método de pagamento convencional. Seu potencial para ganhos rápidos também atraiu a demanda de mais investidores dos EUA, destaca a Reuters.

A história do bitcoin, criado em 2009, tem sido marcada por ganhos vertiginosos e quedas igualmente acentuadas. A criptomoeda é altamente volátil e seus mercados são muito menos transparentes do que os ativos tradicionais.

Vídeos: veja as últimas notícias de economia



Fonte: G1

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui