Banqueteira cria menus prontos para ceias de Natal e Réveillon e espera ter alta no faturamento | Pequenas Empresas & Grandes Negócios

0
30


A cozinha da Gil Gondim está lotada de pedidos para quem quer ver a mesa linda e pronta, sem aquele trabalhão de preparar a ceia de Réveillon em casa.

Banqueteira há mais de 15 anos, Gil estava acostumada a entregar, em anos anteriores, encomendas enormes para 200, 300 pessoas durante as festas de Natal e Ano Novo.

Porém, neste ano, os grandes eventos deram lugar a pequenos banquetes para, no máximo, dez pessoas.

Gil está vendendo combos, ou seja, o menu inteiro já preparado. Tem combo até para oito pessoas que custam a partir de R$ 260.

“Nós criamos os combos, porque antes nós vendíamos todos os pratos separadamente. Com isso, as pessoas tinham dificuldade de fazer as combinações, então, na reta final, trazia muita demanda para nós, para pensarmos com os clientes o que combinava”, afirma Gil.

E os pedidos, em menores porções, vão muitas vezes para casas diferentes de uma mesma família.

“Para mandar para os pais, para os irmãos. E eles também têm a mesma refeição em casa para poder compartilhar por vídeo e tudo do mesmo prato”, diz Gil. “Sentindo o mesmo sabor – e o mesmo amor.”

Com os pedidos feitos para o Natal e as encomendas para o Ano Novo, Gil espera fechar 2020 com um faturamento 20% maior do que o de 2019.

Foi um ano desafiador, em que a banqueteira teve que se reinventar quando todas as festas e eventos foram cancelados por causa da pandemia do coronavírus.

“Então nós nos reinventamos e começamos com as nossas comidas congeladas, desde a primeira semana da pandemia. O que era algo pontual se tornou algo muito rentável”, diz Gil.

Ela vendeu, em média, 700 marmitas congeladas por mês. Foi o que segurou as pontas da empresa nesse ano tão desafiador para quem trabalha no setor de eventos. Além de não precisar demitir ninguém, Gil contratou mais cinco pessoas.

“Eu precisava manter todos os funcionários. Precisávamos manter a estrutura. […] Até porque nós acreditávamos que a tal quarentena seria pelo menos 40 dias né. E, no fim, essa quarentena foi se estendendo, mas o que era uma coisa pontual, foi muito bom”, conclui a banqueteira.

Veja empresas que se superam na pandemia:



Fonte: G1