Auren Energia entrega proposta pela geradora gaúcha CEEE-G, dizem fontes

Por Letícia Fucuchima e Tatiana Bautzer

SÃO PAULO (Reuters) – A Auren Energia entregou proposta para participar do leilão de privatização da geradora de energia gaúcha CEEE-G, enquanto a elétrica francesa EDF, que integrava um consórcio com a CSN no processo, desistiu na última hora, disseram à Reuters duas fontes com conhecimento do assunto.

A entrega de propostas pelo ativo, com valor mínimo de 836,9 milhões de reais, ocorreu na terça-feira. O certame está previsto para sexta-feira, às 14h, na sede da B3.

A CEEE-G tem cinco hidrelétricas, oito pequenas centrais (PCHs) e duas centrais geradoras (CGHs), totalizando cerca de 990 megawatts de capacidade instalada. Somadas as participações da companhia em consórcios ou sociedades de propósito específico, o portfólio chega a 1,27 GW de potência.

Segundo uma das fontes, que falou sob condição de anonimato, a Auren Energia enxerga valor no volume de energia da CEEE-G que poderá ser vendido no mercado livre. A joint venture entre o grupo Votorantim e o canadense CPPIB tem uma das maiores comercializadoras de energia do país.

Já a EDF vinha avaliando a CEEE-G desde a primeira tentativa de venda pelo Rio Grande do Sul, conforme publicou a Reuters, e decidiu entrar no processo em consórcio com a CSN.

Porém uma fonte relatou que as empresas desistiram de entregar proposta em consórcio na última hora.

A fonte não forneceu um motivo oficial para a desistência, mas acredita-se que possa estar relacionada a dificuldades de aprovação pela matriz da EDF em meio às discussões sobre nacionalização da elétrica na França.

Não ficou imediatamente claro se a CSN continua interessada no ativo, a despeito da desistência da EDF.

Esta é a segunda vez que o Rio Grande do Sul tenta alienar sua fatia de 67% na geradora de energia. Na primeira tentativa, não houve interessados. Os estudos técnicos foram atualizados, com o valor mínimo passando de 1,2 bilhão de reais para 836,9 milhões.

A Auren Energia disse que não comenta rumores do mercado.

Procuradas, EDF e CSN não comentaram imediatamente.

(Por Letícia Fucuchima e Tatiana Bautzer)

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Fonte: Mix Vale