arrecadação é a maior em 21 anos

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A arrecadação total das receitas federais, em junho de 2021, foi de R$ 137.169 bilhões, descontada a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrando alta de 46,77% em relação a junho de 2020, de acordo com dados divulgados pela Receita Federal. 

No acumulado de janeiro a junho de 2021, a arrecadação alcançou R$ 881,996 bilhões, com avanço real de 24,49%. “É importante observar que se trata do melhor desempenho arrecadatório desde 2000, tanto para o mês de junho quanto para o semestre”, ressalta o Fisco.

De acordo com a Receita, os resultados vêm registrando recordes consecutivos, como ocorreu nos meses de fevereiro, março, abril e maio de 2021. Quanto às receitas administradas pelo Fisco, destaca o órgão, o valor arrecadado, em junho de 2021, foi de R$ 133.008 bilhões, representando um acréscimo real (IPCA) de 45,68%, enquanto que no período acumulado de janeiro a junho de 2021 a arrecadação alcançou R$ 844,935 bilhões, com acréscimo real (IPCA) de 24,63%.

Os números positivos podem ser explicados, principalmente, pelos chamados fatores não recorrentes, como recolhimentos extraordinários de, aproximadamente, R$ 20 bilhões do IRPJ/CSLL de janeiro a junho de 2021 e pelos recolhimentos extraordinários de R$ 2,8 bilhões no mesmo período do ano anterior. 

“Além disso, as compensações aumentaram 89% em junho de 2021 em relação a junho de 2020 e cresceram 51% no período acumulado”, explica a Receita.

Arrecadação de junho

A Cofins e o PIS/Pasep tiveram arrecadação conjunta de R$ 27,374 milhões, o que representa um acréscimo real de 116,25%. Esse resultado decorre das prorrogações de prazo para o recolhimento destas contribuições em razão da pandemia pelo coronavírus, dos acréscimos reais de 26,20% do volume de vendas (PMC-IBGE) e de 23% no volume de serviços (PMS-IBGE) em maio de 2021 em relação a maio de 2020 e do crescimento de 281% no volume das compensações tributárias em relação a junho de 2020.

A Receita Previdenciária teve arrecadação de R$ 35,909 bilhões, com acréscimo real de 49,28%, devido a “diferimentos do prazo para pagamento do Simples Nacional e da Contribuição Previdenciária Patronal concedidos em 2020 em conjunto com o diferimento do prazo para pagamento do Simples Nacional em 2021 e pelo aumento das compensações tributárias tributárias com débitos de receita previdenciária em razão da Lei 13.670/18”, informa o Fisco.

O Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas e a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido totalizaram no mês de junho uma arrecadação de R$ 22,280 milhões, o que representa um acréscimo real de 76,88%. O resultado reflete os acréscimos reais de 97,57% na arrecadação referente à estimativa mensal, de 104,09% na arrecadação do balanço trimestral e de 21,51% na arrecadação do lucro presumido. Houve também recolhimentos atípicos de, aproximadamente, R$ 4 bilhões, por algumas empresas de diversos setores econômicos.

O resultado das receitas veio dentro do intervalo de expectativas das instituições, que ia de R$ 119,800 bilhões a R$ 156,700 bilhões, com mediana de R$ 137,450 bilhões.

Retomada econômica

O secretário especial da Receita Federal, José Tostes Neto, afirmou, nesta quarta-feira (21), que a recuperação da arrecadação nos últimos meses traduz a retomada econômica no Brasil.

“Mesmo se considerarmos diferimentos, ainda assim temos crescimento significativo de arrecadação em 2021”, disse o secretário.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia avaliado, um pouco mais cedo, que a arrecadação federal está diretamente associada com o nível do Produto Interno Bruto (PIB).

“Vocês vão ver o V típico da força da recuperação, inclusive nos colocando na certeza de que vamos superar os níveis históricos arrecadados lá atrás”, disse o ministro.



Fonte: R7