Argentina registra queda em taxa de pobreza com recuo da pandemia

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Por Miguel Lo Bianco e Claudia Martini

BUENOS AIRES (Reuters) – Eduardo David Rodríguez leva sacolas de frutas, verduras e legumes para vender em uma feira de produtos frescos em Buenos Aires duas vezes por semana para conseguir fechar o apertado orçamento familiar. 

Rodríguez, assim como 4 a cada 10 argentinos, vive abaixo da linha da pobreza — uma estatística que cresceu durante a pandemia de coronavírus, que escancarou ainda mais os três anos de recessão econômica que vive o país.

“O trabalho aqui é duro, essa é a verdade, mas não há outra opção senão vir aqui e tentar levar o pão de cada dia para a minha família”, disse ele à Reuters, completando que ganha cerca de 12 mil pesos por mês, algo em torno de 60 dólares. 

Com a renda de sua esposa, de 14 mil pesos, e um subsídio estatal de 13 mil pesos, a renda familiar chega normalmente aos 39 mil pesos (195 dólares), bem abaixo dos 67 mil pesos que definem que uma família de quatro pessoas é considerada pobre na Argentina. 

O governo anunciou na quinta-feira que a taxa de pobreza caiu de 42% para 40,6% da população na primeira metade de 2021, no país de 45 milhões de pessoas e rico em commodities, mas arrasado pela inflação, má gestão econômica e anos de crises econômicas cíclicas. 

“Às vezes só podemos comer um pouco. Não temos luxos, mas graças a Deus não passamos fome”, disse sua esposa, Maria Eugenia González Rodríguez, de 39 anos, que trabalha em uma cooperativa municipal limpando bueiros. 

“Às vezes temos o bastante, e às vezes não”, acrescentou. “Vivemos um dia de cada vez”. 

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Fonte: Mix Vale