Área econômica e Congresso condicionam novo auxílio emergencial à aprovação de PEC com cláusula de calamidade | Política

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A intenção é incluir uma cláusula de calamidade na proposta, que, entre outras medidas, permite ao governo adotar medidas para cortar custos por meio de redução de salário e de jornada de servidores.

Desde a semana passada, Pacheco e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), vêm pressionando o governo para que seja aprovada uma nova rodada do auxílio a trabalhadores que perderam renda na pandemia.

Guedes e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, têm defendido que a volta do auxílio, que fará com que o governo aumente gastos em 2021, precisa ser acompanhada de redução de despesas públicas em outras áreas.

Essa preocupação se deve ao fato de que a nova rodada do auxílio, sem uma contrapartida, contribuiria para aumentar ainda mais o rombo nas contas do governo e o endividamento público, o que pode levar a desconfianças entre os investidores e a dificuldades para que o governo financie sua dívida.

A aprovação da PEC do pacto federativo, portanto, daria ao governo condições de cortar custos com o funcionalismo, por exemplo, abrindo espaço no orçamento para a nova rodada do auxílio sem aumentar ainda mais o rombo nas contas públicas.

“É fundamental que haja possibilidade de uma cláusula de calamidade pública nessa PEC do pacto federativo para que tenhamos condições de poder fazer a flexibilização necessária para que haja auxílio no Brasil”, afirmou Pacheco.

Segundo o presidente do Senado, existe uma expectativa na sociedade para que haja a prorrogação do auxílio. Ele ponderou, no entanto, que é preciso ter “responsabilidade fiscal”. Ele defendeu o pagamento do auxílio por mais quatro meses.

“Nossa expectativa é de que possamos ter no mês de março, abril, maio e, eventualmente, no quarto mês, de junho, o auxílio emergencial. Essa é a nossa expectativa, é nosso desejo”, disse.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que há um compromisso do governo com a saúde, com a vacinação em massa e com o auxílio emergencial “com responsabilidade fiscal”.

“Que é justamente o novo marco fiscal, que representa o pacto federativo com essa cláusula de calamidade pública. É construtivo o clima entre a Câmara, Sendo e governo e estamos todos na mesma luta: auxílio emergencial o mais rápido possível, e as reformas, particularmente a do marco fiscal, que garante que vamos enfrentar essa guerra sem comprometer futuras gerações”, declarou.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, responsável pela articulação do Planalto com o Legislativo, também participaram do encontro.

Lira, reforçou que, diante da pandemia, as três preocupações do Congresso e do governo são a vacinação e as pautas econômica e social. Segundo Lira, elas serão tratadas com “a maior rapidez possível”.

“Há uma perspectiva de retorno de alguns dispositivos que são inerentes a momentos de dificuldades, com o que nós possamos ultrapassar, e o mais rápido possível para que tenhamos tranquilidade no Brasil de enfrentarmos o problema da vacinação, da pauta econômica e da pauta social. São as três que preocupam o governo e o Congresso nesse momento”, disse.

Sobre a imunização contra a Covid-19, o deputado falou, ainda, em medidas legislativas que “facilitem o trâmite das agências e das vacinas na Anvisa”.

A proposta foi enviada no fim de 2019 pela área econômica ao Congresso Nacional. Até o momento, porém, o relator da medida, senador Marcio Bittar (MDB-AC) não divulgou seu relatório.

Ela prevê a criação de um Conselho Fiscal da República, para avaliar a situação das contas públicas, além de criar o estado de emergência fiscal, durante o qual, além de proibição de reajuste aos servidores, poderia haver redução de jornada e de salário do funcionalismo.

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Ministro da Economia deu declaração nesta quarta-feira (23) sobre os próximos passos para viabilizar a reforma.

A PEC do pacto federativo também permite que o gestor administre conjuntamente os gastos mínimos em saúde e educação (atualmente há um piso para cada área) e propõe que municípios com menos de 5 mil habitantes, e arrecadação própria menor que 10% da receita total, sejam incorporados por cidades vizinhas.

Segundo Guedes, também seria incorporada, na proposta, a criação de um estado de calamidade pública – que viabilizaria, neste ano, o pagamento do auxilio emergencial.

Por se tratar de PEC, a proposta precisa ser aprovada em dois turnos de votação no Senado e outros dois turnos na Câmara, antes de ser promulgada e entrar em vigor.

VÍDEOS: auxílio emergencial



Fonte: G1

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