Aplicativo Grindr é multado em US$ 11,7 milhões por compartilhar dados de seus usuários | Tecnologia

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O aplicativo de relacionamento Grindr, popular entre o público gay, recebeu multa de US$ 11,7 milhões na Noruega. As autoridades do país disseram que a plataforma compartilhou informações pessoais com empresas de publicidade sem o consentimento de seus usuários, violando regras de privacidade da União Europeia.

O departamento norueguês de supervisão de privacidade de dados disse na terça-feira (26) que notificou a empresa de sua decisão inicial de multar o app, informou a agência Associated Press. A pena estipulada é de 100 milhões coroas norueguesas (US$ 11,7 milhões), equivalente a 10% da receita global da empresa.

A autoridade de proteção de dados se baseou em uma reclamação do Conselho de Consumidores da Noruega, segundo a qual dados pessoais foram supostamente compartilhados para fins comerciais.

O Grindr, que tem sua sede atual nos Estados Unidos, disse à agência Reuters que as alegações são referente a 2018 e não refletem mais sua política ou práticas de privacidade atuais.

O conselho norueguês afirmou em um relatório no ano passado como o Grindr e outros aplicativos de namoro vazaram informações pessoais para empresas de publicidade para uso em anúncios direcionados a setores específicos, em violação aos padrões europeus.

“A autoridade de proteção de dados da Noruega considera este um caso sério”, disse o diretor geral do órgão, Bjorn-Erik Thon. “Os usuários não conseguiam exercer controle real e eficaz sobre a maneira como compartilhavam seus dados”. O aplicativo tem até 15 de fevereiro para responder a notificação das autoridades.

App foi vendido por grupo chinês

Em 2020, empresa chinesa Beijing Kunlun Tech vendeu o aplicativo Grindr por cerca de US$ 608,5 milhões para a San Vicente Acquisition. A transação ocorre após um painel do governo dos EUA estabelecer junho de 2020 como prazo para venda do aplicativo.

Na época, a autoridade disse que havia preocupação com as informações de 27 milhões de usuários do app. Segundo a Reuters, em 2019 a Kunlun havia dado a alguns engenheiros de Pequim acesso a informações pessoais de milhões de norte-americanos, incluindo mensagens privadas e status de HIV.

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Fonte: G1

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