Aneel reajusta preço da energia de três termelétricas devido à alta dos combustíveis | Economia

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No caso da usina termelétrica Araucária, localizada no Paraná, o reajuste será de 26,8% e o preço passará de R$ 2.013,18 para R$ 2.553,20 por megawatt-hora (MWh). A usina é movida a gás natural.

Já nas usinas termelétricas Potiguar I e III o reajuste foi de 37,4% e o preço passará de R$ 1.004 para 1.379,89 por MWh para cada usina. As térmicas estão localizadas no Rio Grande do Norte e são movidas a diesel.

No caso da térmica paranaense, o novo valor será aplicado entre 7 de outubro e 15 de novembro deste ano. O reajuste das usinas Potiguar I e III será válido para a energia produzida de julho até dezembro.

Os reajustes foram autorizados pela Aneel em reunião extraordinária nesta sexta, após pedido da Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (Creg), criada pelo governo no fim de junho para gerir a crise energética.

Energia gerada pelas termelétricas é recorde no Brasil em julho, e a geração de hidrelétricas é a menor desde 2002

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A Creg e as próprias usinas têm solicitado reajustes em meio à crise energética. Por exemplo, na última terça-feira (5), a diretoria aprovou a recomposição do custo das usinas termelétricas movidas a óleo diesel Termomanaus (Santo Agostinho-PE) e Pau Ferro I (Igarassú-PE).

O custo dessas usinas passou para R$ 1.338,78 por MWh, cada, valendo de julho de 2021até 31 de dezembro de 2021.

A piora da crise hídrica no início do segundo semestre deste ano e o aumento do preço dos combustíveis estão entre os motivos para os reajustes.

A falta de gás natural em algumas localidades também foi outro fator que contribuiu para a elevação do custo. Algumas usinas que operavam a gás passaram a operar a óleo e óleo diesel, que são combustíveis mais caros que o gás natural.

É o caso da Termoceará, localizada no Ceará. Ela foi autorizada a operar com diesel em agosto, já que o fornecimento de gás natural ficou comprometido no Nordeste.

​O preço da energia gerada pelas usinas é pago pelos consumidores. As usinas termelétricas são as mais caras do sistema elétrico e têm sido acionadas para garantir o fornecimento de energia diante do esvaziamento dos reservatórios das hidrelétricas.

Com o acionamento das térmicas, a tarifa de energia tem pesado no bolso dos consumidores e puxado, entre outros fatores, à alta da inflação. Nesta sexta, o IBGE divulgou que a inflação no acumulado em 12 meses chegou a 10,25%, o que não ocorria há mais de cinco anos.

“A falta de chuvas tem prejudicado os reservatórios das usinas hidrelétricas, que são a principal fonte de energia elétrica no país. Com isso, foi necessário acionar as termelétricas, que têm um custo maior de geração de energia. Assim, a energia elétrica teve de longe o maior impacto individual no índice no mês, com 0,31 ponto percentual, acumulando alta de 28,82% em 12 meses”, afirmou o gerente do IPCA, Pedro Kislanov.

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Fonte:G1