Alemanha investiga se Google abusa de posição dominante ao tratar dados de usuários | Tecnologia

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O órgão antitruste alemão iniciou uma investigação para verificar se o Google está abusando de um domínio de mercado na maneira como lida com dados.

A análise vai se concentrar nas unidades da empresa na Alemanha e na Irlanda, bem como na Alphabet, controladora do Google.

O Escritório Federal de Cartel do país disse que a investigação irá considerar se a gigante da tecnologia oferece aos usuários escolha suficiente sobre como usar seus dados em toda a gama de serviços digitais que fornece.

Recentemente, o Google foi multado em 102 milhões de euros na Itália por abuso de posição dominante. O valor foi definido após a empresa se recusar a aceitar no Google Play um aplicativo concorrente do Maps.

Em outubro de 2020, o Departamento de Justiça dos EUA processou o Google por monopólio em sistema de buscas. O órgão afirma que a companhia violou a legislação antitruste ao pagar para outras empresas privilegiarem seu buscador.

Com o início da investigação na Alemanha, o Google disse que as pessoas usam seus serviços porque são úteis, não porque são forçadas a fazê-lo ou porque não conseguem encontrar alternativas.

“Damos às pessoas controle fácil sobre como suas informações são usadas e limitamos o uso de informações pessoais”, disse o porta-voz Ralf Bremer. Ele afirmou ainda que o Google ajudaria a agência em suas investigações.

Abuso de posição dominante?

O regulador examinará se a gama de serviços digitais do Google, incluindo buscas, YouTube, Maps, o sistema operacional Android e o navegador Chrome, aponta uma posição dominante da empresa em todos os mercados.

“O modelo de negócios do Google se baseia fundamentalmente no processamento de dados de seus usuários”, disse em comunicado o chefe do Escritório Federal de Cartel, Andreas Mundt.

“Analisaremos com atenção os termos em que os dados do usuário são processados. Uma questão central é se os consumidores têm escolha suficiente quanto ao uso de seus dados pelo Google, se quiserem usar os serviços do Google”, explicou Mundt.

O Escritório Federal de Cartal tem tratado os dados dos usuários como uma questão de competição. A posição é contestada por críticos que afirmam que o assunto está sob a alçada das leis de privacidade da União Europeia.

O órgão impôs restrições ao processamento de dados de usuários do Facebook em 2019. A medida levou a uma longa batalha judicial, agora encaminhada ao Tribunal de Justiça Europeu, que deverá indicar se o regulador extrapolou seus poderes.

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Fonte: G1